VCG diz que primeiro precisa receber o recurso do Senado e só depois definirá sobre demissões

VCG declarou, por meio de sua assessoria de imprensa, que ainda é cedo para falar em recuo das demissões, pelo fato de que o recurso ainda não chegou oficialmente à empresa. (Foto:PMPG)

Após o Senado aprovar nesta quarta-feira (18) um socorro de 4 bilhões para empresas de transporte público, nas cidades com mais de 200 mil habitantes, a Viação Campos Gerais (VCG) disse que ainda não está definida a posição sobre as 230 demissões anunciadas em Ponta Grossa.

O Blog da Mareli Martins entrou em contato com a Viação Campos Gerais (VCG), para saber se a empresa realmente desistiu das demissões, conforme a declaração do prefeito de Ponta Grossa, Marcelo Rangel (PSDB).

No entanto, em resposta ao Blog da Mareli Martins, a VCG declarou, por meio de sua assessoria de imprensa, que ainda é cedo para falar em recuo das demissões, pelo fato de que o recurso ainda não chegou oficialmente à empresa.

“Primeiro precisamos receber o recurso que foi aprovado pelo Senado e só depois disso poderemos ter uma definição. Sem o recurso é muito cedo pra poder falar qualquer posição de forma categórica. O que podemos dizer é que nós estamos mantendo o diálogo com Ministério do Trabalho, Prefeitura e Sindicato”, afirmou a assessoria da VCG.

A empresa informou que ainda não tem a informação de quanto oficialmente será o recurso destinado, pois os R$ 4 bilhões serão divididos entre diversas empresas de transporte do país, nas cidades com mais de 200 mil habitantes.

Segundo a VCG, esse alerta sobre as demissões está sendo feito desde o mês de maio de 2020.

A aprovação pelo Senado:

O socorro do Senado aprovou nesta quarta-feira (18) o Projeto de Lei 3364/2020, que prevê o repasse de R$ 4 bilhões a estados, ao Distrito Federal e aos municípios com mais de 200 mil habitantes para garantir o serviço de transporte público coletivo de passageiros em razão da pandemia de covid-19. A matéria já havia passado pela Câmara e agora segue para sanção presidencial.

O texto prevê que, além das empresas privadas, os recursos poderão ser destinados às empresas públicas ou de economia mista que realizem o serviço de transporte, como empresas de metrô. Os recursos da medida são oriundos do Fundo das Reservas Monetárias (FRM), extinto por meio de uma medida provisória sancionada em junho pelo presidente Jair Bolsonaro.

Veja a nota de VCG publicada na segunda-feira (16)

A VCG informa que, conforme já é de amplo conhecimento, a situação do Transporte Coletivo na cidade de Ponta Grossa é absolutamente crítica. Nos últimos 8 meses, após o início da pandemia do COVID-19, o volume de passageiros foi de aproximadamente 50% normal, enquanto que a redução da oferta se deu em menos de 20% dos quilômetros previstos.

Isso significa um enorme descasamento entre os custos da operação e as receitas do sistema, até porque a empresa tem operado exclusivamente com as receitas provenientes das tarifas pagas pelos usuários. Receita esta, por sua vez, absolutamente insuficiente para cobrir minimamente os custos operacionais.

A empresa tem lutado para a manutenção de suas atividades e do emprego de seus colaboradores. Ocorre que, para isso, precisa ampliar a redução de seus custos operacionais, com a redução de postos de trabalho até o limite de 230 funcionários.

É uma medida amarga, mas absolutamente necessária para salvaguardar o restante dos hoje aproximadamente 1200 funcionários.

Para tanto, e nos termos da mediação cujas tratativas iniciaram no dia de ontem em conjunto com o Ministério Público do Trabalho, o SINTROPAS e a Prefeitura Municipal (autos 000217.2020.09.0008/8) é que a Viação Campos Gerais solicita a todos os seus colaboradores que tem interesse em aderir às demissões que se sucederão, que se façam presentes no Setor de Recursos Humanos da Empesa e formalmente informem desta intenção.

Estas solicitações devem ser feitas pessoalmente no Recursos Humanos até quinta-feira (19/11/2020), às 18h.

Aqueles que fizerem referida solicitação serão priorizados nestes desligamentos, cientes desde logo que não necessariamente referida solicitação será acatada, de modo que cada solicitação será analisada caso a caso, podendo ser aceita pela empresa ou não.

Novamente reiteramos nosso profundo pesar pela situação vivida no Sistema de Transporte Coletivo de Ponta Grossa, mas dada a gravidade da situação e falta de melhores perspectivas, precisamos de todas as formas manter um mínimo de higidez no sistema.

Esperamos que nos próximos meses o cenário volte a um patamar de equilíbrio com a operação viabilizada, garantindo que aqueles que por ventura deixem a empresa, possam ser priorizados numa futura recontratação.

Prefeito de Ponta Grossa disse que fez decreto proibindo demissões:

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