Gaeco cumpre mandado contra ex-presidente da Prolar de PG e pede que ele seja afastado do cargo de diretor jurídico da Cohapar

Dino Schrutt foi presidente da Prolar de Ponta Grossa de 2013 a 2019. Em novembro de 2019 ele foi nomeado como comissionado do governo de Ratinho Junior (PSD), como diretor jurídico da Companhia de Habitação do Paraná (COHAPAR), com o salário de R$ 30.630,18 (veja a folha de pagamento no final do texto). Mas o Gaeco pediu o afastamento de Dino Schrutt do cargo, por conta das investigações. (Foto: AEN)

O Núcleo de Ponta Grossa do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná cumpriu na manhã desta sexta-feira (19), dois mandados de busca e apreensão em investigação sobre possíveis crimes de peculato, supostamente praticados por ex-diretores-presidentes da Companhia de Habitação de Ponta Grossa (Prolar).

Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal de Ponta Grossa e são cumpridos nas residências dos investigados.

Entre os que foram alvos da operação está Dino Athos Schrutt, que foi presidente da Prolar na gestão do ex-prefeito Marcelo Rangel (PSDB). Também no governo de Rangel, Schrutt foi secretário de Administração e Assuntos Jurídicos e Procurador Geral do Município de Ponta Grossa.

Dino Schrutt foi presidente da Prolar de Ponta Grossa de 2013 a 2019. Em novembro de 2019 ele foi nomeado como comissionado do governo de Ratinho Junior (PSD), como diretor jurídico da Companhia de Habitação do Paraná (COHAPAR), com o salário de R$ 30.630,18 (veja a folha de pagamento no final do texto). Mas o Gaeco pediu o afastamento de Dino Schrutt do cargo, por conta das investigações.

Outro alvo da operação é Deloir José Scremin Júnior, que assumiu a presidência da Prolar de Ponta Grossa depois que Dino foi nomeado na Cohapar.

A apuração é desdobramento da Operação Saturno, deflagrada em dezembro de 2020, que teve como foco supostos crimes praticados contra a própria Prolar e a Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT) de Ponta Grossa.

Nesta nova fase – denominada Dômus –, a investigação busca esclarecer possível desvio de verbas públicas da Companhia, que originalmente foram depositadas pelos mutuários do Programa Minha Casa Minha Vida para pagamento de taxas de cartório, mas que, a partir de 2017, deveriam ter sido devolvidas aos beneficiários, uma vez que tiveram sua cobrança suspensa pelo governo.

Também foi determinada pelo Juízo a indisponibilidade de bens dos suspeitos para eventual restituição ao erário.

A apropriação indevida desses recursos públicos, inclusive, foi constatada em procedimento administrativo pela própria Prolar, tendo os ex-diretores restituído parte dos valores aos cofres públicos depois de descoberto o desfalque.

Palavra dos citados:

A Cohapar declarou que ficou sabendo das investigações pela imprensa e que não recebeu nenhuma notificação sobre o pedido de afastamento de seu diretor jurídico. O órgão afirmou que a Prolar não tem vínculo com a companhia.

A Prolar de Ponta Grossa ainda não se manifestou.

Dino Athos Schrutt e Deloir José Scremin Júnior também não se manifestaram até o momento. Ambos foram alvo de busca e apreensão.

Veja a atual nomeação de Dino Schrutt na Cohapar

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