Mesmo com parecer contrário do TCE, vereadores de PG aprovam contas de Rangel e Jocelito

Ex-prefeitos de Ponta Grossa, Marcelo Rangel e Jocelito Canto, tem contas aprovadas com facilidade na Câmara dos Vereadores, mesmo com parecer contrário do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR). (Fotos: Reprodução/Facebook)

A Câmara dos Vereadores de Ponta Grossa aprovou nesta segunda-feira (16),em primeira discussão, as contas dos ex-prefeitos Marcelo Rangel e Jocelito Canto. A aprovação vai contra o parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR), que apresentou parecer pela reprovação das contas dos dois ex-prefeitos por irregularidades. No caso de Rangel, as contas são de 2017 e de Jocelito Canto do ano de 2000.

As contas devem passar por uma segunda votação na próxima quarta-feira (18), mas a tendência é aprovação novamente com muita facilidade, o que já era esperado.

Na primeira votação, foram 18 votos favoráveis à aprovação das contas do ex-prefeito Jocelito Canto. Apenas o vereador Eric Camargo (PSDB) não votou (abstenção)

As contas de Rangel foram aprovadas por 15 votos favoráveis e 4 contrários.  

Votaram pela reprovação das contas de Marcelo Rangel os vereadores Felipe Passos (PSDB), Julio Kuller (MDB), Geraldo Stocco (PSB) e a professora Josiane Kieras, do mandato coletivo do Psol.

Mas os quatro vereadores só votaram contra aprovação das contas de Rangel, mas tiveram voto diferente no caso de Jocelito Canto, ou seja, votaram a favor das contas de Jocelito. O que mostra uma certa incoerência a também a tal da politicagem. Se é do nosso grupo tudo certo, se não é, tudo errado!

Antes da votação, o relatório da Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização, presidida pelo vereador Paulo Balansin (PSD), já pedia a aprovação das contas dos ex-preefeitos. Com voto contrário de Julio Kuller (MDB) e Josiane Kieras (Psol) apenas para o caso de Marcelo Rangel, ou seja, votaram pela desaprovação das contas de Rangel, mas a favor das contas de Jocelito Canto.

As irregularidades

Em relação ao ex-prefeito Marcelo Rangel, o TCE apontou irregularidades em gastos com propaganda e publicidade, excesso de gastos com pessoal, excesso de cargos em comissão, o que comprometeu o limite prudencial do município, chegando a 54,7% no período.

Sobre o mandato de Jocelito Canto, o TCE apontou falhas graves como não ter investido o mínimo exigido em lei na área de Educação (25% do orçamento). Além de outras irregularidades, como a destinação de dinheiro público para o time do Operário Ferroviário, algo ilegal.

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