Prefeita de Ponta Grossa se manifesta sobre estado de greve dos servidores: ‘movimento político’

Em nota, via assessoria de imprensa, a prefeita Elizabeth Schmidt (União Brasil) se manifestou a respeito da decisão dos servidores municipais de Ponta Grossa em decretar estado de greve na última quinta (16), com possibilidade de greve geral, com início no dia 27 de abril.
“Trata-se de um movimento de natureza política, coordenado e amplamente divulgado por setores da oposição”, afirma em documento.
A prefeita explicou que a atual gestão desenvolveu e implementou diversos avanços para os servidores públicos, sempre mantendo a pontualidade do pagamento dos salários. “É necessário destacar que movimentos de caráter político, especialmente em ano eleitoral, não podem e não irão comprometer a responsabilidade na condução da gestão pública”.
Durante os anos da gestão de Elizabeth, o município assegurou a aplicação do piso nacional para enfermeiros, técnicos, auxiliares de enfermagem e professores da rede municipal.
“A gestão segue comprometida com o equilíbrio fiscal, a valorização responsável do servidor público e a continuidade dos avanços institucionais alcançados”, finalizou. (Veja a nota completa no final da matéria)
Sobre a decisão dos servidores
Na última quarta-feira (15), o Sindicato dos Servidores Municipais de Ponta Grossa (SindServPG) realizou uma assembleia na qual decidiram sobre a aprovação do estado de greve e da futura greve da categoria, na qual participaram mais de 300 pessoas.
“Se não houver nenhum posicionamento do município em conversar com a entidade sindical, a partir de 27 de abril foi aprovado em assembleia geral greve de todos os trabalhadores públicos da cidade”, declara o presidente do SindServPG, Luiz Pleis.
Em relação ao reajuste salarial pedido, Pleis expõe dificuldade de acordo. “Estamos aguardando um posicionamento da prefeitura, como não houve nenhum tipo de proposta, a não ser a reposição inflacionária, os trabalhadores por meio do sindicato mantiveram a posição do que tinha sido colocado na primeira proposta, a de 15%”, confirma.
A insatisfação dos trabalhadores é ampliada pela falta de abertura de diálogo com a Prefeitura, algo que pedem desde o início do ano. “Temos argumentos de porque foi pedido 50% de reajuste no vale-alimentação, por isso havia a necessidade dessa conversa”, ressalta.
No início da semana a Prefeitura decretou aumento do vale alimentação dos servidores municipais em R$24,00, sem qualquer diálogo com o SindServPG. Luiz destaca que foi algo impositivo e indignante por parte da Prefeitura. “Não é apenas sobre a negociação salarial que queremos conversar, mas a prefeitura não abre espaço para nós“.
Quais serviços podem entrar em greve?
O presidente do SindServ explica que existe uma necessidade, a partir da notificação do sindicato sobre o estado de greve e também da greve propriamente dita, do município entrar em comum acordo com a entidade sindical para ver qual o percentual necessário de funcionários que devem se manter em serviço, os quais realizam funções essenciais e que são exigidos pela lei de greve.
“Se não houver nenhum tipo de resposta de interesse do município em conversar sobre isso, a responsabilidade vai ficar da administração pública em tentar organizar a situação. Lembrando que é um direito dos trabalhadores poderem se manifestar”, esclarece.
Nota da prefeita
Trata-se de um movimento de natureza política, coordenado e amplamente divulgado por setores da oposição.
Nos últimos cinco anos, a atual gestão implementou avanços concretos e inéditos no âmbito do funcionalismo público municipal. Dentre as principais medidas, destacam-se a criação do vale-refeição, a instituição do primeiro Plano de Cargos e Salários abrangente para todas as categorias, a organização das regras de progressão e avanço funcional, bem como a realização de contratações em número recorde. Paralelamente, manteve-se rigor absoluto na pontualidade do pagamento dos salários.
A Administração Municipal reafirma seu respeito permanente aos servidores públicos, que sempre foram tratados com dignidade e continuarão sendo. No entanto, é necessário destacar que movimentos de caráter político, especialmente em ano eleitoral, não podem e não irão comprometer a responsabilidade na condução da gestão pública.
O Município de Ponta Grossa apresenta uma trajetória de solidez administrativa, evidenciada por quatro anos consecutivos de contas aprovadas, classificação CAPAG A e reconhecimento nacional pela inovação na gestão e pelo cumprimento de seus compromissos.
Além disso, o Município assegura a aplicação do piso nacional para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, sendo também um dos primeiros do país a implementar o novo piso do magistério para os professores da rede municipal.
A gestão segue comprometida com o equilíbrio fiscal, a valorização responsável do servidor público e a continuidade dos avanços institucionais alcançados.
Com a colaboração de Ester Roloff, estagiária de Jornalismo, conforme convênio de estágio firmado entre o Portal Mareli Martins e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
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