Beto Richa diz que foi alvo de “armação e perseguição”: ex-governador deve concorrer à Câmara Federal

Ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), pode concorrer à Câmara Federal. (Foto: AEN)

Em entrevista exclusiva à Rádio Clube e ao Blog da Mareli Martins, nesta sexta-feira (3), o ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), disse que foi alvo de armação em todos os processos em que é investigado. Richa poderá disputar o cargo de deputado federal em 2022. No entanto, o ex-governador poderá concorrer a outro cargo e a decisão deve ocorrer até o mês de março de 2022. Richa cumpre agenda em Ponta Grossa nesta sexta-feira (3). (Ouça a entrevista no final do texto)

“A verdade está aparecendo, fui vítima de armação e de crime de ilegalidade. Não respeitaram nem a constituição sobre a presunção de inocência. É um trauma que vou carregar para o resto da vida. Mas pela minha honra e reputação pretendo voltar para a política”, disse Richa.

Beto Richa foi questionado sobre os principais processos que responde: Operação Quadro Negro, que apura o desvio de verbas da Educação, Operação Integração, que investiga corrupção nos pedágios, Operação Rádio Patrulha, investigação sobre o desvio de recursos do Programa Patrulha do Campo. A última operação levou o ex-governador à prisão em 2018, quando ele concorreu ao Senado e teve a candidatura cassada, pela Justiça Eleitoral.

“Não há dúvidas de que sou inocente e asseguro a você que não existe meia prova contra mim, tudo foi armado de forma diabólica. E hoje tudo se confirma, a medida que procuradores abandonam a carreira e querem entrar na política”, afirmou o ex-governador.

Richa também disse que durante as prisões sempre ocorreu tortura psicológica. “Eles prendem as pessoas, fazem tortura psicológica, perguntaram se eu queria ir para casa, se estava com saudade dos filhos e netos e diziam que para isso tinha que entrar o governo. Entregue o gov, entregue o gov, me diziam”, relatou Beto Richa.

O ex-governador foi questionado sobre os aliados que deixaram de o apoiar depois que foi preso e disse que pretende permanecer no PSDB.

“Devo permanecer no PSDB, é um partido que eu acredito, gosto das bandeiras do partido e foi meu pai (ex-governador José Richa) que fundou esse partido nacionalmente, ao lado de grandes figuras nacionais. Essas questões de pedido de afastamento do partido eu li em alguns blogs, mas nunca teve pedido oficial. E recebi um apoio muito grande do PSDB nacional. Estou tranquilo, pois a verdade está vindo à tona, mas no começo reconheço que sofri muito,  mas Deus existe e temos muita crença na justiça brasileira. Não pode meia dúzia de sanguinários destruir a honra e toda a reputação que levei anos para construir”, destacou.

Relação com os professores: “eles dizem que hoje sentem saudades do meu governo”

Richa foi questionado sobre os problemas enfrentados em sua gestão como governador do Paraná em relação aos professores, incluindo o dia 29 de abril de 2015, em que um protesto contra mudanças na aposentadoria terminou em atos violentos, com mais de 200 professores feridos.

“Não teve massacre, isso foi coisa de movimento sindicalista para me prejudicar. Em sete anos do meu governo, os professores tiveram 146% de reajuste e não reconhecer isso é um absurdo. E hoje muitos professores me abordam, alguns até me ligam e dizem que sente saudades do meu governo”, afirmou.

Ouça a declaração sobre os professores

OUÇA A ENTREVISTA COMPLETA

Principais cargos de Richa no política

– foi governador do Paraná por dois mandatos: de 2011 a 2018

– foi prefeito de Curitiba (2004) depois reeleito em 2008 – 2010 (depois concorreu ao Governo do Estado em 2010 e foi eleito)

– foi deputado estadual (1994)

– concorreu ao Senado em 2018 – ficando na quinta posição com 377.872 votos

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