Vereadores derrubam veto da Prefeitura de PG e tornam obrigatória anestesia geral em castrações de animais pelo poder público

Os vereadores de Ponta Grossa derrubaram nesta segunda-feira (27) o veto da pefeita Elizabeth Schmidt (União Brasil) no Projeto de Lei nº 466/2025 que determina a utilização de anestesia geral na castração de animais. Foram 10 votos contra o veto e 7 a favor.
O projeto foi proposto em dezembro de 2025 pelo vereador Geraldo Stocco (PV), que busca tornar obrigatória o uso da analgesia geral e adequada em todas as castrações ou outros procedimentos cirúrgicos de cães e gatos custeados pelo município.
A prefeita Elizabeth vetou integralmente o projeto ao alegar interferência na autonomia dos veterinários e defende que o tipo de anestesia seja uma decisão técnica individualizada.
Com dez votos contra o veto, os vereadores decretaram a anulação da decisão da prefeita. Contudo, sete vereadores foram a favor da permanência do veto, são eles: Divo (União), Dr.Zeca (União), Julio Kuller (PL), Leandro Bianco (Republicanos), Pastor Ezequiel (Podemos), Paulo Balansin (União) e Professor Careca (PV).
Veja o voto dos vereadores
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Pronunciamento da prefeita Elizabeth
A prefeita se pronunciou nas redes sociais e afirmou ser alvo de ataques por conta do veto no projeto de lei. “Estes ataques são orquestrados por grupos políticos de oposição que estão distorcendo informações e confundindo a população sobre o que realmente aconteceu”, ressaltou.
Elizabeth disse que consultou a equipe técnica do município e o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná (CRMV-PR), o qual respondeu com um documento que a prefeita divulgou de maneira parcial em seu pronunciamento.
O veterinário e coordenador de Zoonoses, Leandro Inglês, estava junto com a prefeita no pronunciamento. “A anestesia é uma decisão técnica exclusiva do médico veterinário, que deve avaliar cada caso a partir de critérios científicos e de bem-estar do animal”.
O veterinário e coordenador de Bem-Estar Animal, Cristóvão Ferreira, também estava presente no pronunciamento. “O projeto, apesar da boa intenção, propõe algo que não deve ser imposto por lei, pois pode comprometer a segurança dos procedimentos”.
A prefeita finalizou ao falar que o veto foi baseado em responsabilidade, respeito à ciência e às orientações técnicas. “Infelizmente estão tentando transformar um tema sério em disputa política, espalhando desinformação para gerar indignação. Não aceito que usem uma causa tão importante para enganar as pessoas”.
Veja a declaração da prefeita
Com a colaboração de Ester Roloff, estagiária de Jornalismo, conforme convênio de estágio firmado entre o Portal Mareli Martins e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).




