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Mais de 67% do eleitorado do Paraná pode mudar o voto, aponta Pesquisa Quaest

Mais de 67% do eleitorado do Paraná pode mudar o voto, aponta Pesquisa Quaest
  • Publishedabril 27, 2026
Os pré-candidatos: Sergio Moro (PL), Requião Filho (PDT), Rafael Greca (MDB) e Sandro Alex (PSD). (Fotos: Reprodução/Redes Sociais)

A indefinição sobre o voto para o nome que deve governar o Paraná nos próximos quatros é o dado mais relevante apontado pela Pesquisa Quaest, divulgada nesta segunda-feira (27). Conforme o levantamento, mais de 67% do eleitorado do estado ainda pode mudar o voto, ou seja, a maioria dos eleitores não tem posição definitiva sobre em quem votar.

Quando o instituto perguntou aos eleitores: “se sua escolha do voto para governador é definitiva?”, 67% do eleitorado respondeu que “pode mudar caso algo aconteça”. Dessa forma, é possível dizer que mais da metade da população do Paraná não escolheu de forma definitiva em quem votar.

Cerca de 32% dos entrevistados disseram que “a escolha do voto é definitiva”. E 1% não sabem ou não responderam.

No entanto, apesar da indefinição do eleitorado sobre a certeza do voto, entre os nomes apontados na pesquisa estimulada, espontânea e nos cenários de segundo turno, o senador Sergio Moro (PL) venceria. (Veja dados na sequência)

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 1.104 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 21 e 25 de abril. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada sob o número PR-02588/2026.

Os dados da pesquisa

A pesquisa também avaliou o grau de certeza do voto entre os nomes apontados pelos eleitores

Sergio Moro vence em todos os cenários da pesquisa estimulada e espontânea

Senador Sergio Moro (PL) vence em todos os cenários para o Governo do Paraná, aponta pesquisa Quaest. (Foto: Mareli Martins)

Cenário 1, com 6 pré-candidatos

  • Sergio Moro (PL): 35%;
  • Requião Filho (PDT): 18%;
  • Rafael Greca (MDB): 15%;
  • Sandro Alex (PSD): 5%;
  • Tony Garcia (DC): 1%;
  • Luiz França (Missão): 1%;
  • Indecisos: 18%;
  • Branco/nulo/não vai votar: 7%.

Cenário 2, com 4 pré-candidatos

  • Sergio Moro (PL): 42%;
  • Requião Filho (PDT): 24%;
  • Sandro Alex (PSD): 6%;
  • Luiz França (Missão): 2%;
  • Indecisos: 17%;
  • Branco/nulo/não vai votar: 9%.

Espontânea

 

2º Turno

Cenário 1

  • Sergio Moro (PL): 49%;
  • Requião Filho (PDT): 30%.

 

Cenário 2

  • Sergio Moro (PL): 44%;
  • Rafael Greca (MDB): 29%.

 

Cenário 3

  • Sergio Moro (PL): 51%;
  • Sandro Alex (PSD): 15%.

Conhecimento, potencial de voto e rejeição

Índices de rejeição de cada pré-candidato

  • Luiz França (Missão): 7%;
  • Rafael Greca (MDB): 33%;
  • Requião Filho (PDT): 47%;
  • Sandro Alex (PSD): 13%;
  • Sergio Moro (PL): 37%;
  • Tony Garcia (DC): 22%.

Sucessão de Ratinho Junior

A Quaest perguntou aos eleitores sobre o peso do apoio do atual governador, Ratinho Junior (PSD), em sua escolha de voto. Ratinho desistiu de concorrer à Presidência da República para concluir o mandato e tentar emplacar seu sucessor.

A pergunta: você acha que Ratinho Junior merece eleger um sucessor que indicar?

  • Sim: 64% (eram 70% em agosto);
  • Não: 25% (eram 24%);
  • Não sabem ou não responderam: 11% (eram 6%).

 

Peso dos apoios políticos

Segundo a Quaest, 17% gostariam de eleger um aliado do presidente Lula (PT) para governar o estado. Para 34%, melhor seria alguém aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e 44% consideram um político independente como a melhor escolha.

A pesquisa completa

pesquisa

PL de Moro e Novo de Deltan tentaram impugnar pesquisa

O PL (Partido Liberal) e o Novo acionaram o TRE-PR para tentar barrar a divulgação de uma pesquisa da Quaest. As siglas pediram uma decisão liminar para suspender o levantamento, alegando falhas no questionário e possíveis distorções no cenário eleitoral, mas não conseguiram.

De acordo com a ação, os partidos apontam inconsistências, como a inclusão de temas fora do escopo registrado e a presença de nome. Conforme eles, as perguntas não refletem a atual configuração política. Também criticam a forma como os cenários foram montados, especialmente ao colocar possíveis aliados em posições de disputa, o que poderia confundir o eleitor.

Outro ponto levantado é a estrutura da pesquisa, que inclui perguntas sobre avaliação de governo antes das simulações de voto. Para PL e Novo, essa sequência pode influenciar as respostas e comprometer a neutralidade dos resultados.

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