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Secretaria da Educação de PG diz que terceirização da merenda continuará enquanto não houver impedimento jurídico

Secretaria da Educação de PG diz que terceirização da merenda continuará enquanto não houver impedimento jurídico
  • Publishedmaio 23, 2026
A secretária municipal de Educação de Ponta Grossa, Joana D’Arc Panzarini Egg, concedeu entrevista no Portal Mareli Martins. (Foto: Ester Roloff)

 

O Portal Mareli Martins entrevistou, nesta quinta-feira (21), a secretária municipal de Educação de Ponta Grossa, Joana D’Arc Panzarini Egg. A conversa tratou, entre outros assuntos, do tema que tem gerado bastante repercussão na cidade nos últimos tempos, a merenda escolar.

Quando questionada sobre o porquê de ter sido realizada a terceirização da merenda, a secretária afirmou ser uma necessidade. “Nós tínhamos muitas empresas, mais de 40 contratos na educação para fiscalizar”. Segundo a secretária, a empresa variava de acordo com o alimento e, às vezes, havia mais de um fornecedor para o mesmo tipo de produto. 

Joana conta que a prefeitura sentiu a necessidade de unificar a operação. “Era uma logística bastante complexa, tanto por parte das escolas quanto da Secretaria de Educação”. A principal diferença entre o modelo anterior e o novo é que, antes, a Secretaria era a responsável pela contratação e fiscalização das empresas licitadas. Agora, a Secretaria fiscaliza somente a empresa terceirizada, que passa a realizar toda a gestão. 

A secretária afirmou também que no modelo antigo já aconteciam problemas, como a não entrega de alguns alimentos, contudo eles eram resolvidos diretamente pela própria secretaria. 

Empresa Ômega

Com relação à empresa Ômega, Joana conta que a Secretaria não tinha conhecimento prévio sobre ela. “O que a gente sabia era que era uma empresa grande e que ela ofertava aquilo que a gente estava propondo no edital”. A secretária afirma que a fiscalização da empresa nunca deixou de ser realizada. 

Joana confirma que a Prefeitura constatou a má qualidade dos insumos ofertados. Ela conta que foram feitas reuniões em que a empresa foi informada de que o poder público não estava satisfeito, e que foi oferecida ajuda à organização. Quando questionada sobre os pães embolorados, a secretária afirmou se tratar de uma questão “difícil”.

“Jamais uma diretora vai receber um pão embolorado. Às vezes, o pão chegava à escola bom, mas meio morno ou úmido e, quando iam servir, viam aqueles bolores”. A secretária ressalta que nenhuma criança chegou a consumir alimentos estragados. 

O Portal Mareli Martins questionou se, na opinião da secretária, a Prefeitura, mesmo sabendo das denúncias, demorou a romper com a empresa. “Tudo tem um trâmite. Como essa empresa havia participado de um edital de licitação, nós não podíamos encerrar o contrato por conta de uma ou duas denúncias”. Joana disse que foi necessário realizar os trâmites legais para dispensar a empresa.

 

Envolvimento de vereadores

Durante a conversa, a secretária declarou que a terceirização da merenda escolar foi transformada em pauta política. “Os vereadores e os políticos assustaram a comunidade, assustaram as crianças com tanta notícia ruim”. Na visão de Joana, a empresa que realizava a gestão da merenda ficou “visada”. 

Outro ponto abordado durante a entrevista foi a reclamação de alguns vereadores que afirmaram ter sido impedidos de realizar a fiscalização dos alimentos. Quanto a isso, a secretária afirmou que a proibição não partiu da Prefeitura, mas sim da própria empresa. 

 

Nova empresa responsável pela merenda escolar

Com a empresa Ômega fora do contrato, a Prefeitura contratou, de forma emergencial, a empresa Soluções, que ficou em segundo lugar no edital. O Portal Mareli Martins constatou, após realizar uma apuração, que a empresa possui um impedimento licitatório com o poder público. 

Quando questionada sobre o assunto, a secretária afirmou que o vínculo com essa nova empresa se trata de um contrato emergencial, que tem a vigência de 180 dias. “Acho que, por não ser um contrato fixo, e sim um emergencial, acho que pode”, disse Joana sem muita certeza quanto a legalidade do processo. 

A secretária declarou que a Prefeitura não tem a intenção de voltar ao modelo antigo de gestão da merenda escolar. “Como eu falei, a nossa secretaria é muito grande; a logística, o trabalho, o gerenciamento de tudo isso é muito difícil para a Secretaria da Educação”, finaliza Joana.

A entrevista completa

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