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Sergio Moro (PL) registra candidatura ao cargo de governador do Paraná

Sergio Moro (PL) registra candidatura ao cargo de governador do Paraná
  • Publishedagosto 7, 2026
Sergio Moro (PL) registra candidatura ao cargo de governador do Paraná. Foto: Portal Mareli Martins

Sergio Moro (PL) foi o primeiro candidato a registrar sua candidatura para governador do Paraná.  O candidato ao cargo de vice-governador será Edson Vasconcelos (PL). Moro já esteve no Podemos e União Brasil e em 2026 se filiou ao PL.

Os candidatos participam da Coligação Fortaleza Paraná, composta pelos partidos PL, Podemos e Novo. O teto de gastos durante a campanha do candidato ao governo no primeiro turno é de R$ 11.562.724,00. Já no segundo turno o limite é de R$ 5.781.362,00.

Na convenção do partido no estado do Paraná, ocorrida no primeiro sábado de agosto (2). Sergio Moro, disse que tem orgulho do estado e que visa o seu crescimento.

“Eu sou também um paranaense que como vocês tem orgulho do nosso estado do Paraná, mas que sabe que no fundo ele pode mais, e ele pode melhorar, eu sou aquele que como vocês sonha que nosso estado não seja considerado apenas um estado acima da média, mas sim que seja o melhor estado da federação”.

Durante seu discurso o candidato declarou que um dos principais objetivos é tornar o estado mais seguro.

“Queremos fazer do Paraná o estado mais seguro do país, para isso entre outras medidas vamos construir nosso Presídio Estadual de Segurança Máxima, para que assim como falou o deputado sargento Fahur, quem queira violar a lei não faça isso no Paraná. Que tenha medo de vim no Paraná e violar leis e praticar crimes, porque ele vai saber que o destino final dele pode ser o nosso presídio”.

 

O candidato Sergio Moro

Moro foi eleito senador em 2022. Foto: Senado

Sergio Moro é natural de Maringá, região norte do Paraná. O candidato é ex-ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro e ex-juiz da Operação Lava Jato.

De acordo com o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais Moro declarou R$ 239.261.248,92 em bens.

 

Bens menores do que na eleição de 2022

Total de bens declarados por Moro em 2026: R$ 1.036.642,25

Total de bens declarados por Moro em 2022: R$ 1.589, 369,94

 

Formação e atuação como juiz

Moro usa em seus discursos a atuação como juiz como forma de se eleger ao Governo do Paraná. Foto: Assessoria

Moro formou-se em Direito pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), no ano de 1995. E fez mestrado e doutorado em Direito do Estado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde também foi professor.

O primeiro caso de visibilidade foi o Caso do Banestado, que ocorreu de 2003 a 2007. Em 2012 participou da equipe do julgamento do Mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), sendo convidado pela ministra Rosa Weber.

Dois anos depois, em 2014, ganhou mais visibilidade com as investigações da Lava Jato, que investigou desvios na Petrobras. Em 2017, Sergio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato, condenou no processo da compra e também a reforma do apartamento triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo, Lula que naquele momento era ex-presidente à 9 anos e 6 meses de prisão. 

A Lava Jato deixou de existir em 2021, os membros que faziam parte da força tarefa foram realocados para outros casos. Em 2021 Sergio Moro se filiou ao partido Podemos.

Moro foi ministro da Justiça e Segurança Pública durante o governo de Jair Bolsonaro, ficando no cargo de 2019 a 2020.

 

STF abre inquérito para apurar acusações contra Moro por supostas irregularidades na Lava Jato

Atuação de Moro na Lava Jato é investigada pelo STF. Foto: Assessoria

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de inquérito para investigar acusações de supostas irregularidades e crimes cometidos pelo então juiz Sergio Moro e procuradores do Ministério Público Federal (MPF) no Paraná em operações como a Lava Jato.

“Mostra-se necessária a instauração de inquérito neste Supremo Tribunal Federal para investigação sobre os fatos narrados, nos exatos termos em que pleiteados, na medida em que demonstrada a plausibilidade da investigação de condutas, em tese, tipificadas como crime”, disse Toffoli.

O ministro seguiu manifestações favoráveis da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O caso chegou ao STF a partir de acusações feitas pelo empresário paranaense Antônio Celso Garcia, conhecido como Tony Garcia. Ele exerceu mandato de deputado estadual entre 1998 e 2002.

Garcia acusa o hoje senador Sergio Moro (União-PR) de não ter atuado com imparcialidade em processos contra ele no Paraná e de ter determinado que grampeasse autoridades em busca de provas para casos que não tinha relação com o seu.

As acusações se referiam inicialmente a supostas condutas de Moro durante as investigações de fraudes relacionadas ao Consórcio Nacional Garibaldi, no começo dos anos 2000.

O mesmo modo de operar teria ocorrido na Lava Jato, segundo as declarações de Garcia.

O empresário pediu ao STF em setembro a anulação de todos os atos praticados pelo então juiz Sergio Moro nos casos em que foi investigado.

Em junho, Toffoli suspendeu todos os processos contra Garcia na 13ª Vara Federal de Curitiba e no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

Apuração

Sobre as acusações contra Moro, Garcia foi ouvido no STF por três vezes, entre agosto e setembro de 2023.

Nos relatos, ele sustentou que teria atuado como um “colaborador infiltrado”, no meio político e empresarial, para o então juiz Sergio Moro e Procuradores da República.

Os policiais que colheram seu depoimento disseram que a narrativa apresentada pelo empresário foi “longa, detalhista e por vezes confusa”, e que ele falou “sobre diversos aspectos potencialmente criminosos envolvendo agentes públicos e privados que atuaram direta e indiretamente na Operação Lava-lato”.

Segundo parecer da PGR, a partir dos relatos de Tony Garcia a PF “entendeu que possam existir diversas situações de chantagens, coações, ameaças e constrangimentos até os dias atuais”.

A PF pediu para investigar supostos crimes de concussão, fraude processual, organização criminosa e lavagem de capitais.

A corporação defendeu a necessidade de oitiva de Moro, de sua esposa e atual deputada Rosângela Moro, da juíza Gabriela Hardt, do ex-deputado e ex-procurador Deltan Dailagnol e de “membros remanescentes do sistema de justiça criminal paranaense que compuseram a Força-Tarefa da Lava Jato ou nela ou com ela atuaram”.

Para a PGR, caso os relatos de Tony Garcia sejam “eventualmente comprovados”, eles apontariam “para um desvirtuamento das decisões tomadas no âmbito da Operação Lava Jato”.

Entre as supostas práticas irregulares da operação, citadas por Garcia, há determinação para realização de escutas ambientais e a exigência de entrega de gravações clandestinas, suposta cooptação de colaboradores pré-selecionados e eventual existência de chantagens, coações e ameaças.

Entenda

Tony Garcia foi investigado pelo caso do Consórcio Nacional Garibaldi no Paraná. Em 2004, ele fechou acordo de colaboração premiada com o MPF que foi homologado por Moro.

Conforme Garcia, o ajuste estabeleceu trinta tarefas para ele cumprir, incluindo busca de informações sobre desembargadores, juízes, conselheiros do Tribunal de Contas do Paraná, deputados federais, ministros e secretários.

Nas oitivas ao STF, em 2023, Garcia disse que essas tarefas abrangiam investigados da Operação Lava Jato sob “o mesmo algoritmo criminoso, em que o declarante era obrigado a investigar pessoas com o uso de escutas ambientais, fornecimento de números de telefones para fins de interceptação, bem como demais informações privilegiadas (agente infiltrado clandestino)”, conforme a PGR.

A defesa de Garcia disse ao STF, em setembro, que o empresário foi “o laboratório do abusador contumaz Sérgio Fernando Moro; foi a partir do seu caso que o então Magistrado testou e desenvolveu as táticas ilegais que foram reproduzidas, anos depois, na Operação Lava Jato”.

Segundo o documento, o acordo de colaboração premiada “demonstra que Tony Garcia foi, de fato, agente infiltrado do então Juiz Sérgio Fernando Moro!”.

Conforme Garcia, Moro teria pedido que ele se “reunisse com alvos determinados” para que fizesse grampos com escuta ambiental a fim de “esclarecer fatos pertinentes à investigação”.

Uma das tarefas envolvia levantar provas sobre susposta cobrança para receber um recurso no Tribunal de Justiça do Paraná.

Outra refere-se à apuração sobre suposta influência na escolha de um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por meio do ex-advogado de Garcia, Roberto Bertholdo.

Uma das últimas tarefas, segundo as informações apresentadas por Garcia, envolvia trazer provas sobre um fato criminoso que o próprio Moro teria sido vítima: uma interceptação da linha telefônica do então juiz por Bertholdo.

 

Eleições anteriores de Moro

2022- A primeira eleição disputada por Sergio Moro foi pelo União Brasil, foi eleito ao Senado Federal, o candidato fez 1.953.188 votos.

 

O vice-governador Edson Vasconcelos

Foto: Fiep

Edson Vasconcelos é natural de Cascavel, região oeste do estado. O candidato é formado em Engenharia Civil pela UFPR desde 1999.

Foi eleito presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), em 2023, o mandato duraria até o ano de 2027, atualmente com a corrida eleitoral quem está no comando da federação é Virgílio Moreira Filho.

Edson atua como gestor e sócio em empresas voltadas à energia renovável, engenharia, construção, hotelaria e imobiliária.

De acordo com o site do TSE, o candidato a vice na chapa de Moro declarou em bens R$1.593.746.389,44.

Essa é a primeira eleição que o candidato à vice-governador do Paraná concorre.

Com a colaboração de Juliane Goltz, estagiária de Jornalismo, conforme convênio de estágio firmado entre o Portal Mareli Martins e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). 

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