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Deputado Arilson pede cassação de Tathiana Guzella por discurso de ódio contra vereadora Vanda de Assis

Deputado Arilson pede cassação de Tathiana Guzella por discurso de ódio contra vereadora Vanda de Assis
  • Publishedagosto 11, 2026
Deputado Arilson pede cassação de Tathiana Guzella por discurso de ódio contra vereadora Vanda de Assis. Fotos: Alep e Câmara de Curitiba.

Após o discurso de ódio proferido pela vereadora de Curitiba, Delegada Tathiana Guzella (PL) contra a vereadora Vanda de Assis (PT), o presidente do PT-PR e deputado estadual Arilson Chiorato (pré-cad pediu a cassação do mandato da parlamentar. O Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Curitiba prevê a cassação quando o vereador falta com o decoro na sua conduta pública. Tatiana é pré-candidata ao cargo de deputada estadual.

 “A vereadora Tathiana Guzella se expressou de forma xenófoba, o que precisa ser coibido. Não podemos aceitar que um parlamentar normalize discurso de ódio. Isso não é opinião. É crime e precisa ser investigado e punido”, avalia o deputado Arilson, que também é líder da Oposição da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP).

O caso de xenofobia aconteceu na última quarta-feira, dia 5 de agosto, durante debate de um projeto que prevê a criação de um Cadastro Único para Pessoas em Situação de Rua. Na ocasião, a vereadora Vanda de Assis criticava a proposta quando concedeu parte do tempo de fala à colega, Tathiana Guzella. A vereadora, bolsonarista, questionou a origem de Vanda e, na sequência disparou: “Por que a senhora não volta para o Ceará? Por que a senhora veio para cá? A senhora nasceu lá, a senhora nasceu lá, mas vem encher o saco aqui.”

O pedido de cassação, protocolado pelo advogado Juliano Pietzack, que representa o deputado Arilson nesta ação, sustenta que a conduta pode ser enquadrada como quebra de decoro por ser incompatível com a dignidade da Câmara Municipal. O pedido é embasado nos próprios artigos previstos no Código de Ética e Decoro Parlamentar da Casa, que prevê, entre as penalidades disciplinares, censura pública, suspensão de prerrogativas, suspensão temporária do mandato e cassação.

“As gravações não deixam dúvidas sobre a conduta imprópria da vereadora ao fazer uso da fala. O Paraná, assim como Curitiba, é construído por muitas cores, sotaques e culturas, que se somam, e não o contrário”, comenta o presidente do PT-PR.

O documento também cita entendimento do Superior Tribunal de Justiça segundo o qual a discriminação de brasileiros em razão da procedência regional nordestina pode configurar crime previsto na Lei nº 7.716/1989. “Vanda merece mais respeito. É a primeira mulher nordestina a ocupar uma cadeira na Câmara de Vereadores de Curitiba, o que torna ainda mais grave o caráter xenófobo do ato e amplia seu peso simbólico”, avalia o deputado Arilson.

Deputado Arilson Chiorato e a vereadora Vanda de Assis. Foto: Assessoria

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