Guilherme Mazer (PT) defende investigação sobre corrupção do INSS e Lulinha: “se tiver culpa, tem que pagar”

As investigações sobre fraudes envolvendo descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS chegaram ao entorno político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e colocaram candidatos petistas diante de questionamentos sobre até onde as apurações devem avançar. Candidato a deputado estadual pelo PT, Guilherme Mazer defendeu que as investigações devem continuar mesmo se alcançarem integrantes do próprio partido.
CPMI quebra sigilo de Lulinha
Em fevereiro, a CPMI do INSS aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. O requerimento abrange informações entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026. Enquanto a oposição defendeu a necessidade de aprofundar a apuração, parlamentares governistas acusaram adversários de tentar atingir politicamente Lula por meio do filho.
Outro nome citado durante as apurações foi o empresário Daniel Vorcaro. A CPMI aprovou requerimentos relacionados a informações financeiras e fiscais, e documentos referentes ao empresário também foram alvo de disputa sobre o acesso da comissão aos dados.
Mazer defende investigação, mas contesta acusações contra Lulinha
Questionado pelo Portal Mareli Martins sobre o avanço das investigações, Mazer afirmou ser favorável à abertura das informações bancárias de Vorcaro e defendeu que eventual envolvimento de integrantes do PT também seja investigado.
Ao falar especificamente sobre Lulinha, porém, o candidato fez uma defesa do filho do presidente. Mazer sustentou que Fábio Luís já teve o sigilo bancário quebrado e afirmou que, em sua avaliação, não foram encontrados elementos que comprovassem as acusações.
O candidato também argumentou que não seria a primeira vez que controvérsias envolvendo Lulinha seriam utilizadas politicamente para atingir Lula.
“Se tiver culpa, tem que pagar”
Mesmo com a defesa, Mazer afirmou que o critério deve ser o mesmo caso surjam provas de responsabilidade. “Se tiver culpa, tem que pagar”, declarou.
Durante a resposta, o candidato também mencionou Jair Bolsonaro e as controvérsias envolvendo mudanças no comando da Polícia Federal durante seu governo. Ainda assim, Mazer sustentou que as investigações atuais devem avançar independentemente de quem seja atingido.
Veja a declaração de Mazer
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Com a colaboração de Lorena Santana, estagiária de Jornalismo, conforme convênio de estágio firmado entre o Portal Mareli Martins e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).




