“O IML não precisa de politicagem e sim de soluções”, disse o deputado Marcio Pauliki

– Segundo o deputado, vários médicos possuem interesse em trabalhar no IML, mas tudo depende da Secretaria de Segurança Pública do Estado –

Em entrevista concedida à Rádio T FM, nesta sexta-feira (7), o deputado estadual Marcio Pauliki (PDT) falou sobre a situação precária do Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Grossa. O deputado afirmou que possui uma estratégia para solucionar o problema, mas tudo depende da aprovação da Secretaria de Segurança Pública do Estado. Pauliki também esclareceu tecnicamente a diferença entre o trabalho do IML e do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), que também está em discussão.

“Nos levamos, no começo do ano, para a Secretaria de Segurança Pública, esta necessidade de contratação de médicos para o IML. Conseguimos a contração do médico Anderson Droppa, que assumiu a coordenação do órgão. No entanto, há menos de um mês, ele pediu demissão do cargo, por que recebia mil seiscentos reais por mês, sendo que alguns estagiários ganham bem mais que isso”, explicou.

 Segundo o deputado existem médicos interessados em trabalhar no IML. “Nossa sugestão é que sejam contratados quatro médicos, com nível salarial de mil e setecentos reais, sendo que cada um vai trabalhar uma vez por semana (24 horas). Conheço vários médicos que estão dispostos a trabalhar, só dependemos da liberação do Estado. Já temos reuniões agendadas para discutir este assunto. O que precisamos é resolver o problema e não promover politicagens”, disse Marcio Pauliki.

Pauliki esclarece a diferença entre o serviço do IML e do SVO

 Na tentativa, mais uma vez, de fazer politicagem e dizer que  o problema está sendo resolvido, o prefeito Marcelo Rangel (PPS), esteve na Secretaria de Segurança do Estado, junto com o deputado estadual Plauto Miró, para propor a implantação do Serviço de Verificação de Óbito (SVO). Embora seja um serviço necessário, trata-se de um trabalho diferente do IML, que cuida de mortes violentas. Já o SVO verifica óbitos de causas naturais.

 “O SVO também é necessário. O problema é que misturam as coisas, pois o IML precisa de médicos legistas que trabalham com mortes de causa violenta e o SVO verifica mortes naturais. O município condicionou a vinda de médicos para o IML com o SVO. Além de ser um processo demorado, que demanda de nova sede do IML, vai aumentar a demanda. Precisamos de uma solução urgente para o IML, que é a contratação de médicos legistas. O SVO tem que ser discutido também, pois é um serviço que vai verificar se os óbitos realmente foram naturais. Mas o IML precisa urgente de médicos legistas. Temos que buscar  agora aquilo que é possível. Depois disso, vamos trabalhar pelo ideal “, concluiu Marcio Pauliki.

Ouça a entrevista:

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