Plauto Miró, Cida Borghetti e Traiano aparecem na planilha da Odebrechet

plauto cida e traiano
Plauto aparece com o apelido de “grosseiro”, Cida é a “princesa” e Traiano é chamado de “praia”.

Além do nome do governador Beto Richa (PSDB), apelido de “piloto” e “brigão” e da senadora Gleisi Hoffmann (PT), chamada de “amante” e “coxa” outros políticos paranaenses aparecem em uma tabela apresentada à Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo ex-executivo da Odebrecht Benedicto Barbosa da Silva Junior, nas investigações da operação Lava Jato.

Entre eles estão o deputado estadual de Ponta Grossa, Plauto Miró Guimarães Filho (DEM). Conforme a planilha da Odebrechet, Plauto aparece com a apelido de “grosseiro” e teria recebido R$ 50 mil, em 2010.

O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Ademar Traiano (PDSB) esta na lista com o apelido de “praia”, cujo valor recebido também seria de R$ 50 mil.

A vice-governadora Cida Borghetti (PP), atual vice-governadora do Paraná e pré-candidata ao governo em 2018, aparece na lista com o apelido de “princesa”. Teriam sido repassados a ela R$ 50 mil reais, em 2010, ano em que foi eleita deputada federal.

O presidente do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE), Durval Amaral, é chamado de “amarelou” e segundo a lista, recebeu dois pagamentos, totalizando R$ 120 mil, em 2010, quando concorreu ao cargo de deputado estadual pelo DEM. Durval é pai do deputado estadual de Londrina, Tiago Amaral (PSB).

Gustavo Fruet (PDT), ex-prefeito de Curitiba, aparece com o apelido “dentuço”. Seriam dois pagamentos num total de R$ 200 mil, entre 2010 e 2012. Ele foi deputador federal até 2010, concorreu ao senado e, em 2012, foi eleito prefeito de Curitiba.

Outro que está na lista é o deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB), com o apelido “decodificado”. Repasse: R$ 50 mil, em 2010.

E André Vargas, ex-deputado federal pelo PT, agora sem partido e preso e já condenado na Operação Lava Jato, com o apelido “parente”. Repasse: R$ 75 mil, em 2010.

A planilha detalha 642 pagamentos que teriam sido feitos via caixa dois para quase 200 políticos. Entre 2008 e 2014, há registro de R$ 246 milhões em repasses ilegais.

As defesas:

Plauto Miró (DEM)– Nota da assessoria de imprensa:

“O Deputado Estadual Plauto Miró encontra-se em viagem, mas informou por meio da assessoria de imprensa que todas as doações eleitorais recebidas ao longo de sua vida política foram devidamente informadas a Justiça Eleitoral, tendo sido aprovadas na integralidade. Informa ainda que não foi comunicado por qualquer autoridade judiciária para esclarecimento de fato oriundo de sua prestação de contas eleitoral. Porém, está à disposição da justiça para sanar eventuais dúvidas por ser o principal interessado em qualquer investigação, que tenha seu nome envolvido indevidamente”.

Ademar Traiano (PDB): negou envolvimento

Vice-governadora Cida Borghetti (PP): negou envolvimento

Presidente do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE), Durval Amaral: alegou que todos os valores que receberam oriundo de doações foram devidamente declarados à Justiça.

Gustavo Fruet (PDT): Nota da assessoria: “Ao contrário do que informa a lista, em 2010 Gustavo Fruet não disputou eleição de deputado. Naquele ano, concorreu a senador e não foi eleito. Em 2012, a coligação recebeu de forma oficial R$ 300 mil doados pela Odebrecht ao diretório nacional do PDT devidamente declarado. Foi eleito prefeito e não assinou nenhum contrato com a empresa durante os 4 anos de mandato na Prefeitura de Curitiba”.

Luiz Carlos Hauly (PSDB): afirmou não saber da acusação da delação.

André Vargas – negou o envolvimento (já condenado)

Com informações do Paraná Portal e do G1

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Trecho da planilha entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo ex-executivo da Odebrecht Benedicto Barbosa da Silva Junior. 
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Um comentário

  1. Ainda não acho que seja verdade, em muitos casos não existe a convicção de troca de favores. Muitos políticos citados não estão envolvidos em corrupção. Como é o caso do Serra e Katia Abreu, e a grande maioria dos políticos também não tem nada que comprove corrupção. Tudo vai ser resolvido. Não passa de uma grande midiática que Janot está fazendo, é como a Operação Carne Fraca que não passou de um espetáculo, foi tudo um mal entendido.

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