vídeo O vídeo ridículo de Aécio Neves: “fui vítima de armação”

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“Não ganhei dinheiro com a política e fui vítima de armação”, disse o senador afastado Aécio Neves (PSDB) (Foto: Reprodução)

O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) divulgou um vídeo para tentar se defender depois ter sido gravado recebendo propina de R$ 2 milhões da JBS. De forma patética, Aécio tentou passar uma imagem de vítima, alegando que tudo não passou de armação.

E com a tradicional cara de pau, Aécio Neves insistiu em dizer que os R$ 2 milhões não são propina e sim um tipo de “empréstimo”, que seria utilizado para pagar os seus advogados, nos processos da Lava Jato. Ou seja, ele pegou propina para pagar sua defesa em outros processos de corrupção. Propina para pagar propina.

“Nos últimos dias, vocês podem imaginar, minha vida virou pelo avesso. Eu fui vítima de uma armação conduzida por réus confessos que só tinham um objetivo: livrar-se dos gravíssimos crimes dos quais são acusados, mesmo que para isso precisassem implicar pessoas de bem”, disse Aécio Neves.

Aécio afirmou que não cometeu crime algum. “Eu reafirmo aqui, de forma definitiva: não cometi crime algum. Minha irmã Andrea não cometeu crime algum. Meu primo Frederico não cometeu crime algum. São pessoas de bem, que sofrem hoje com a injustiça das sanções que lhes foram impostas”,

O Supremo Tribunal Federal (STF), abriu investigação contra o parlamentar com base na delação do dono da JBS, Joesley Batista. Aécio foi gravado pelo empresário pedindo R$ 2 milhões.

Mas segundo o senador, Joesley teria armado uma situação na qual o empréstimo de R$ 2 milhões pareceria um ato ilegal. Aécio nega que tenha havido qualquer contrapartida pelo empréstimo, descaracterizando atos de corrupção.

“Há cerca de dois meses eu pedi à minha irmã Andrea que procurasse o senhor Joesley e oferecesse a ele a compra do apartamento onde minha mãe vive há mais de 30 anos, herança de seu ex-marido, e que havia sido colocado à venda. Com parte desses recursos eu poderia então pagar as despesas de minha defesa em inquéritos que, tenho certeza, serão arquivados. E fiz isso porque não tinha dinheiro, não fiz dinheiro na vida pública”, disse.

Em uma tentativa de passar uma imagem de “santinho”, Aécio culpou apenas os empresários da JBS. “Os criminosos são aqueles que se enriqueceram às custas do dinheiro público e que agora, neste instante, lá no exterior, zombam dos brasileiros com os inacreditáveis benefícios que obtiveram. Eles sim têm que voltar ao Brasil e responder à Justiça pelos inúmeros crimes que cometeram”.

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