Deputado quer aprovar título de cidadão honorário do Paraná para o dono da Havan

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Polêmica na Alep: deputados dividem opinião sobre título de cidadão honorário do Paraná para Luciano Hang. (Foto: Divulgação/Facebook)

Na próxima quarta-feira (5), a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) terá a primeira reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Teoricamente essa comissão deveria servir para discutir projetos importantes para a população e encaminhar para votação em plenário. Mas na prática nem sempre é assim.

Mesmo com tantos problemas sendo enfrentados pelo povo do Paraná, os deputados vão discutir se o dono da Havan, o catarinense Luciano Hang, conhecido como ‘Véio da Havan’, deve ou não receber o título cidadão honorário do Paraná. O autor da proposta é o deputado Cobra Repórter (PSD).

Mas o assunto divide opiniões dentro da própria Alep. O autor do pedido, deputado Cobra, disse que “objetivo é reconhecer a disposição de Hang em investir no Paraná, gerando empregos e estimulando o desenvolvimento estadual”.

No ano passado, quando a proposta começou a ser discutida, quatro deputados pediram vista, Tadeu Veneri (PT), Marcio Pacheco (PDT), Maria Victoria (PP), Tião Medeiros (PTB).
Para o líder da Oposição na Alep, Tadeu Veneri (PT), Hang não atende os requisistos exigidos para o título pleiteado, como por exemplo, a comprovação de reputação ilibada, a conduta profissionais e pessoal irrepreensíveis, contribuição do homenageado com as ciências, letras, artes ou cultura em geral e realização de atividades filantrópicas.

“Não é razoável que o Estado do paraná, enquanto ente público, permita oferecer em seu nome, através da Assembleia Legislativa, honraria de qualquer natureza a um cidadão que, como declaradamente faz o senhor Luciano Hang, desqualifica, menospreza e desconhece o alcance e a importância do conjunto de suas instituições”, disse Veneri.

Durante a campanha eleitoral de 2018, Hang foi processado pelo Ministério Público do Trabalho, sob a acusação de constranger funcionários a votarem na candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República. Na ocasião, ele distribuiu texto aos empregados da empresa dizendo que poderia fechar lojas caso seu candidato não fosse eleito. Hang acabou fazendo um acordo com a Justiça para evitar pagar uma indenização de R$ 100 milhões.

(Essa matéria conta com informações da Redação do Bem Paraná)

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