Bolsonaro diz que aceitou sugestões de Collor sobre reajuste nos preços dos combustíveis

“Collor nos deu sugestões, sugestões bem-vindas e acolhidas por nós. Dessa forma, vamos governando”, disse Bolsonaro. (Foto: Evaristo SA/AFP)

O presidente Jair Bolsonaro disse que convidou o ex-presidente Fernando Collor (Pros) a uma reunião da equipe econômica para dar sugestões de como reduzir o impacto do reajuste dos combustíveis, que já foram aplicados pela Petrobras nesta semana. A declaração foi dada durante evento no Palácio do Planalto.

A gasolina subiu, 8,1% (ou R$ 0,17). O diesel teve alta de 5,1% (R$ 0,11). E o gás de cozinha subiu 5,05% (R$ 1,81 por botijão).

Em 1992, Collor sofreu processo de  impeachment. Como teria que sair do cargo por bem ou por mal, Collor optou por renunciar ao cargo. Acusado de envolvimento em corrupção e fraudes financeiras, houve grande agitação nas ruas com o movimento dos Caras Pintadas. O Senado votou pela sua destituição do governo, por 76 votos a favor e 3 contra.

Fernando Collor instituiu o Plano Collor e confiscou depósitos bancários que ultrapassassem a quantia de 50 mil cruzeiros (moeda da época).

O objetivo era controlar a inflação, mas o plano não foi bem-sucedido e houve fechamento de empresas e aumento do desemprego.

“Hoje, estávamos reunidos com a equipe econômica do Paulo Guedes, vendo a questão do impacto desse novo reajuste do combustível, que não podemos interferir e não pensamos em interferir [na Petrobras], e apareceu o senhor Fernando Collor e o convidamos para a reunião”, começou Bolsonaro. “Ele participou de grande parte da mesma e nos deu sugestões, sugestões bem-vindas e acolhidas por nós. Dessa forma, vamos governando”. O presidente não explicou quais sugestões de Collor foram aderidas pelo governo.

Segundo Bolsonaro, o “ideal” para resolver a questão da alta dos combustível é “baixar o dólar”. “O ideal —tenho conversado com Roberto Campos Neto (presidente do Banco Central) —é o dólar baixar. Mas baixa como? Com o parlamento em grande parte colaborando na votação de projetos que possam realmente mostrar que nós temos responsabilidade”, disse.

Para o presidente, ao mostrar essa responsabilidade, o dólar “baixa automaticamente”.

Durante o evento de ontem, Bolsonaro também admitiu que o Brasil vive uma crise econômica e cobrou apoio dos novos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, Arthur Lira (Progressistas-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), respectivamente.

“Vivemos, sim, uma crise. Nós temos problemas, mas é difícil tentar resolver sozinho, não contar com um braço amigo”, declarou Bolsonaro.

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