Londrina e Cornélio Procópio têm audiências sobre modelo do pedágio nesta semana

Audiências públicas tem como foco a discussão sobre as novas concessões de pedágio. (Foto: Divulgação/ Viapar)

Duas novas audiências públicas sobre o novo modelo de concessão do pedágio no Paraná acontecem nesta semana. Na quinta-feira (11) o debate acontece em Londrina, às 9 horas, no auditório da Sociedade Rural do Paraná, no Parque de Exposições Governador Ney Braga. Em Cornélio Procópio, o debate será sexta-feira (12), às 8h30, no anfiteatro do Centro Cultural. As audiências são transmitidas por meio do Facebook da Alep: https://www.facebook.com/assembleialegislativapr

Estão previstas audiências nas seguintes cidades: Guarapuava (18/2), Francisco Beltrão (19/2), Maringá (25/2), Apucarana (26/2), Curitiba (4/3) e Ponta Grossa (5/3).

Na semana passada os debates aconteceram em Cascavel e Foz do Iguaçu e foram marcados por protestos do setor produtivo que é contrário ao modelo apresentado pelo Governo Federal e com a aprovação do governador Ratinho Junior (PSD).

O coordenador da Frente Parlamentar dos Pedágios, da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Arilson Chiorato (PT), disse que levar a discussão do novo modelo apresentado pelo Governo Federal à população é essencial, porque a proposta significa “mais 30 anos de contrato, mais 15 novas praças de pedágio e mais de 800 quilômetros pedagiados”.

“Mais praças para arrecadar pedágio mais tempo para pagar pedágio. Não podemos aceitar que coloquem as obras que não foram feitas e já pagas pelo povo paranaense no novo contrato. O governo está passando a responsabilidade das atuais concessionárias para quem vai assumir as novas concessões. As obras já foram pagas e temos que acionar judicialmente, cobrar essas obras das atuais empresas. Essa modelagem que estão fazendo, com outorga, favorece as grandes e as mesas empresas de hoje podem ficar por mais 30 anos”, afirmou Arilson Chiorato.

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB), integrante da Frente Parlamentar sobre o Pedágio, da Assembleia Legislativa do Paraná, voltou a defender a alteração na proposta do Governo Federal, que prevê taxas de outorga nas praças de pedágio do Paraná. Segundo o deputado, o novo modelo vai provocar prejuízo à economia estadual, sobretudo aos pequenos produtores.

“Vamos mobilizar a sociedade para que todos saibam que o pedágio é “a desgraça” econômica do Paraná e um dos principais entraves para o desenvolvimento do estado. Não queremos taxa de outorga. O que queremos é tarifa justa, com o maior volume de obras”, defende Romanelli.

Protestos

Na região Oeste, entidades, lideranças e organizações da sociedade civil se colocaram contra tarifas abusivas, com a elaboração de abaixo-assinados e manifestações públicas, por meio de carreatas e cartas encaminhadas ao presidente Jair Bolsonaro, onde apelam para que os paranaenses não sejam prejudicados por mais 30 anos com tarifas abusivas e novas praças de pedágio.

O Conselho Regional de Economia do Paraná, em nota, diz que é contrário ao projeto de concessão no chamado modelo híbrido, com menor tarifa de pedágio, seguido de maior valor de outorga. No documento encaminhado ao governador Carlos Massa Ratinho Junior, o Corecon-PR defende a adoção do modelo de menor preço de tarifa.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Foz do Iguaçu também se manifestou em defesa da menor tarifa de pedágio. O presidente Neandro Lunardi disse que é possível apresentar medida judicial, caso o governo não ouça o apelo da população, que pede concessão pelo menor preço.

Região Norte possui os pedágios mais caros do Paraná

Quinta-feira e sexta-feira será a vez das regionais de Londrina e Cornélio Procópio, no Norte do estado, debaterem o assunto. A região tem três praças de pedágio exploradas pela Triunfo Econorte, que cobra as maiores tarifas do Estado e provoca prejuízos incalculáveis à indústria da região, sobretudo ao agronegócio.

Em Jataizinho, o valor da tarifa é de R$ 26,40. Em Jacarezinho, onde há duas praças consideradas irregulares, o valor cobrado é de R$ 24,40. Já em Sertaneja, o custo para trafegar pela rodovia é de R$ 22,70.

Romanelli lembra que pela nova proposta, além de manter essas três praças, o plano federal prevê a instalação de uma nova cobrança na PR-092, próximo a Quatiguá. O deputado observa ainda que a região é uma das principais produtoras de fruticultura do estado e os produtos oriundos de outras regiões do país também passam pelo Norte Pioneiro, em direção aos grandes centros consumidores e ao Porto de Paranaguá.

“Além de pagar tarifas com preços muito caros, os paranaenses ainda terão de conviver com mais uma praça na região, o que vai encarecer a produção e tornar a indústria paranaense menos competitiva. Ninguém aguenta mais esse abuso que são os pedágios no Paraná”, disse Romanelli.

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