Primeira etapa do novo estádio do Operário deve ficar pronta no começo de 2027

O presidente do Operário Ferroviário Esporte Clube, Álvaro Góes, participou nesta quinta-feira (7) do programa semanal de entrevistas do Portal Mareli Martins. No dia 1º de maio o Operário completou 114 anos de história, e durante o aniversário, Álvaro e toda a diretoria do Operário fizeram o anúncio sobre um projeto para a construção de um novo estádio para o clube, algo bastante esperado pela torcida pontagrossense.
“Quando entrei no Operário, lá em 2014, embaixo das arquibancadas, era depósito de ferro velho, mas hoje está todo remodelado, tem até vestiário. Só ali o investimento foi de 3 a 4 milhões de reais”, relembra o presidente.
Álvaro afirma que agora vão partir para as reformas para fora do estádio, visando maior comodidade aos torcedores. (Veja a entrevista completa no final da matéria).
Construção do novo estádio

O presidente disse que o projeto é desenvolvido há mais de um ano junto com a construtora DMM Engenharia, que está atualmente construindo o banheiro da categoria Ouro dos sócios-torcedores. “A gente pediu esse projeto para eles desenvolverem para nós, mesmo porque se a gente subir para uma série A de brasileiro, a gente vai precisar de um estádio maior”.
O projeto tem cinco etapas: a primeira é o tobogã 1 (outro nome para arquibancada), a segunda etapa é o tobogã 2, a terceira e a quarta é a divisão da arquibancada Prata, e a última é a construção do hotel ao lado da seção Diamante.
“Gastamos um bom dinheiro com hotel, então vamos deixar tudo unido, com um centro de regulação para os jogadores. Será um quarto para cada dois atletas, então, dá um pouquinho mais de conforto e tranquilidade”.
Na sexta-feira (8), a diretoria do Operário se reuniu junto ao comercial da construtora para determinar como vão divulgar a venda dessas cadeiras que serão construídas.
“É um projeto previsto em torno de 28 a 30 milhões. Então, é por isso que a gente quer tentar fazer em etapas. A finalização da primeira etapa do projeto está prevista para o início do Campeonato Paranaense de 2027″.
Álvaro ressalta que não adianta apenas ele querer, a torcida precisa ter participação.
“Precisamos melhorar e dar a maior capacidade, mas no momento só vão 3 mil torcedores para prestigiar e para torcer pelo Operário, não adianta apenas aumentarmos o estádio para 20 mil lugares”.
Como vão conseguir a verba?
O valor aproximado da obra está previsto em R$30 milhões, e o presidente conta que o dinheiro será recolhido por etapas. A construção do tobogã 1 tem previsão de custo de R$5,8 milhões, que será custeado na venda das cadeiras do próprio tobogã, inclusive camarotes previstos no projeto.
“Vamos tentar vender as cadeiras para dar início na obra. E, além disso, estamos correndo atrás de patrocinadores”.
Sócio torcedor
Atualmente o Operário tem em torno de 3 a 4 mil sócios torcedores, e a projeção do clube é que chega à 8 mil este valor. Álvaro relata que a maior dificuldade em aumentar os números, algo que não é de agora, é a estrutura do estádio.
“O estádio não tem capacidade para atender todo mundo, ele é antigo e arcaico, não temos banheiro para todo mundo, não temos bar para todo mundo. Com o aumento do estádio, a gente vai dar comodidade ao público, tudo vai estar programado para que possamos atender melhor o torcedor”.
O presidente comenta que quem comprar uma cadeira que será construída está investido nele mesmo, pois terá maior conforto e tranquilidade para ir ao estádio. Os valores de custo ainda não foram decididos pela diretoria.
O tobogã 1 comporta cerca de 400 a 500 torcedores, então, mesmo durante a execução das obras, o número de sócios torcedores aumentará. “Ele fica bem pertinho do gol e dará tranquilidade para quem pode, você vai ter sua cadeira, então pode chegar em cima da hora e sentar, vai ter acesso mais rápido”.
Durante a entrevista ao vivo, um dos telespectadores questionou sobre a possibilidade de diminuir o valor do sócio-torcedor para aumentar os números de sócios. “Se eu diminuir o valor do sócio-torcedor, eu vou precisar de mais sócios-torcedores”, respondeu Álvaro.
O presidente garante ter consciência das dificuldades existentes no Brasil, mas para ele o valor para sócios-torcedores não é caro. “A população de Ponta Grossa, está em quase 400 mil, e temos menos sócios-torcedores que Chapecó e Criciúma. Então, é uma questão do povo querer, cada um fazer uma parte, um sacrifício, para que nós tenhamos um estádio condizente com a cidade de Ponta Grossa”.
Previsão de conclusão da obra
Agora vamos vender as cadeiras e os camarotes, e dependendo do valor arrecadado, temos a previsão de finalizar esta etapa do projeto até o Campeonato Paranaense do ano que vem. Cerca de seis meses nesta primeira etapa.
O presidente menciona a previsão de finalização da obra total. “Se tiver dinheiro, em um ano e meio, no máximo, dois anos terminamos a obra, mas para que o projeto seja concluído depende do torcedor”, finaliza Álvaro.
Com a colaboração de Ester Roloff, estagiária de Jornalismo, conforme convênio de estágio firmado entre o Portal Mareli Martins e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
Veja a entrevista




