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Vereador Guilherme Mazer critica secretária da Educação de PG: “O problema da merenda escolar é a gestão pública”

Vereador Guilherme Mazer critica secretária da Educação de PG: “O problema da merenda escolar é a gestão pública”
  • Publishedmaio 26, 2026
Vereador Guilherme Mazer critica secretária da Educação de PG: “O problema da merenda escolar é a gestão pública”. (Foto: CMPG)

O vereador Guilherme Mazer (PT) comentou sobre a entrevista realizada pelo Portal Mareli Martins com a Secretária de Educação, Joana D’Arc Panzarini, na última quinta-feira (21). Dentro todos os assuntos discutidos, o que mais repercutiu foi em relação a merenda escolar.

“Eu assistir a entrevista e aquilo ali deixa a gente fica meio apavorado de saber em que mãos estão a pasta mais importante do município na secretaria de Educação”.

Ele afirma haver um completo desconhecimento sobre o funcionamento da merenda escolar e da administração pública. “O problema é a Ômega? O problema é a Soluções? Não, o problema é a gestão pública”.

Demonstrando sua indignação, Mazer reforça que se “não quer fazer a gestão pública, não disputa a eleição”. Ele afirma que a gestão pública tem que ser feita pelo político que é eleito para fazer isso.

“Ela falou que agora eles não precisam se preocupar com a logística da entrega de alimentos dos fornecedores nas escolas, mas eles nunca precisaram se preocupar com isso. Sempre foram os fornecedores que entregaram nas escolas. Ela falou que já existia esses problemas quando a gestão era da administração pública, mas que a própria secretaria resolvia. Exatamente. Se ela constatou que quando existia problema, a própria secretaria resolvia, por que eu vou passar para a mão da iniciativa privada que comprovou que não consegue resolver os problemas?”

Mazer ainda fala sobre o porquê dos problemas com a terceirização continuarem mesmo diante de tantos problemas.

“A gente sabe que em uma contratação de 80 milhões de reais para um serviço que custava 50 milhões, sobrou 30 milhões no bolso de alguém”. 

Trabalhadoras da empresa Ômega

Guilherme afirmou que muitas das trabalhadoras da empresa Ômega eram terceirizadas e até hoje não receberam os últimos salários.

E as mesmas trabalhadoras foram contratadas pela nova empresa responsável pela merenda escolar, a Soluções. Mazer ressalta que elas não vão receber os salários e as garantias profissionais que têm direito.

“Para que serve a terceirização, se o município não economiza, se piora a qualidade do serviço e se temos o esfolamento destas mulheres? Elas se esforçam no trabalho, ganham mal e não têm os direitos atendidos”.

Empresa Soluções

Guilherme ainda comentou sobre a contratação emergencial da empresa Soluções, que assumiu a merenda escolar após a Ômega ser retirada de serviço. Ele lembra que ela possui restrições de participar de licitações no Distrito Federal até 2028.

“Ela falou que acha que pode, já que é uma contratação de emergência, ela não sabe. Essa empresa Soluções têm restrições em Araraquara, teve problemas em Salvador, teve problemas em diversos municípios, e a gente absorve uma empresa desta para tocar a merenda escolar do município, que já estava completamente cheia de problemas”. 

Com a colaboração de Ester Roloff, estagiária de Jornalismo, conforme convênio de estágio firmado entre o Portal Mareli Martins e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

 

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