
O deputado estadual Ricardo Arruda (PL) disse que está travado o seu projeto que prevê realização de exame toxicológico para funcionários públicos do Paraná. Arruda deu a entender que se o exame fosse realizado muitos deputados seriam pegos!
“Por que será que meu projeto para fazer exame toxicológico nos funcionários públicos não foi aprovado aqui? Exame toxicológico que se fosse feito, eliminaria vários aqui nessa casa”, disse Ricardo Arruda.
Mas o deputado não citou os nomes dos deputados, que segundo ele, fazem uso de drogas que poderiam ser detectadas no exame.
Arruda protocolou esse PL no ano de 2021 com o discurso de que “era preciso fazer exame toxicológico nos professores do Paraná”. Depois passou a defender o exame para todos os servidores do poder público.
O texto prevê a obrigatoriedade da realização do exame para detectar o uso de drogas ilícitas. No caso do Paraná, amostras teriam de ser colhidas no ato de admissão e, depois, uma vez por ano, com janela de detecção de 180 dias.
O projeto é uma cópia de um projeto federal.
Ricardo Arruda é investigado pelo crime de rachadinha
Em setembro de 2025, o Ministério Público do Paraná (MPPR) apresentou mais um processo contra o deputado estadual Ricardo Arruda (PL) e novamente por improbidade administrativa. O MP pede a devolução de mais de R$ 1 milhão (R$ 1.045.175,80 aos cofres públicos).
Segundo consta no processo, esse valor teria sido desviado pelo gabinete de Ricardo Arruda, na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).
De acordo com o MP, Ricardo Arruda teria enriquecido de forma ilícita por meio de “rachadinhas”. “Ele teria utilizado cartões de crédito adicionais dos assessores, tanto do gabinete quanto da Corregedoria da Alep quando era presidida por ele, para usos pessoais, como viagens internacionais, hotéis e gastos corriqueiros do dia a dia. E pagou cartão pessoal de crédito da esposa Patrícia Miranda Arruda Nunes, com o cartão dos funcionários”.
O que diz a defesa de Ricardo Arruda
“O deputado Ricardo Arruda reafirma seu compromisso com a transparência, com a legalidade e, sobretudo, com os seus eleitores, que sempre pautaram sua atuação pública e o deputado irá se pronunciar de forma técnica e responsável tão logo tenha acesso integral aos autos e possa exercer plenamente o seu direito de defesa”.
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