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Deputado Fabio Oliveira aponta irregularidades na cobrança eletrônica dos pedágios no Paraná

Deputado Fabio Oliveira aponta irregularidades na cobrança eletrônica dos pedágios no Paraná
  • Publishedjulho 11, 2026
Deputado Fabio Oliveira (Novo) concedeu entrevista ao Portal Mareli Martins, na última quinta-feira (9). (Foto: Juliane Goltz)

Em entrevista ao Portal Mareli Martins o deputado estadual e pré-candidato à reeleição, Fábio Oliveira (Novo), falou sobre as irregularidades cometidas pelas concessionárias na cobrança eletrônica dos pedágios.

“No Paraná não estão cobrando por trecho utilizado (trecho rodado nas rodovias) como seria o free flow”, apontou.

Além disso, as pedageiras descumpriram os contratos. “Pelo contrato, as cobranças só poderiam começar após cinco anos de concessão e isso não foi cumprido”. O deputado disse que acionou a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), mas órgão ficou ao lado das pedageiras.

 

A entrevista                              Durante a entrevista, Oliveira falou sobre outros temas como o cancelamento dos voos no aeroporto de Ponta Grossa, as polêmicas na Assembleia Legislativa, como o pedido de cassação de Renato Freitas (PT), o fato de representar Ponta Grossa, por escolha da prefeita Elizabeth Schmidt (PL), a situação do partido Novo e as eleições de 2026

 

“Falta de estrutura contribuiu para o cancelamento dos voos em Ponta Grossa”

O deputado Fabio Oliveira (Novo) afirmou que o cancelamento dos voos no aeroporto de Ponta Grossa foi uma derrota.

A Azul decretou o cancelamento dos voos por problemas financeiros não apenas no município, outras cidades brasileiras também tiveram. O deputado destacou quais  medidas podem ser tomadas para atrair voos.

“Infelizmente nós tivemos uma derrota nessa batalha. Nós tivemos um resultado em Guarapuava em relação às obras, mas Guarapuava também perdeu voos. A diferença é que em Ponta Grossa o voo para a empresa era deficitário e em Guarapuava era superavitário. Mas mesmo assim, a Azul cancelou o voo lá. Eu fui atrás disso e descobri que não era um problema de Ponta Grossa, não era um problema de Guarapuava. Eu acho que é um problema que vem ao longo dos anos, ao longo de gestões, que foi um acumulado que aconteceu em vários aeroportos aqui no estado do Paraná”, afirmou.

Fabio destacou a diferença entre Guarapuava e Ponta Grossa na questão de estrutura do aeroporto. “Então quando a gente pega Ponta Grossa, vemos que o aeroporto não cresceu à medida que o tamanho das aeronaves cresceram. Quando gente pega a própria Azul, eu digo o tamanho de pista, largura de pista, eu não digo na estrutura de embarque e desembarque, eu digo exatamente a operação do avião. Se você pega hoje, por exemplo, o custo de uma operação de um voo ATR, que é o que fazia Ponta Grossa, ou um voo da aeronave da Embraer, apesar de ser um jato, o custo operacional para a empresa com o jato é muito menor do que o do ATR. Só que ele precisa de uma pista mais larga e de uma pista mais extensa”.

O aeroporto de Ponta Grossa tem necessidade de um trabalho em conjunto com o cuidado estrutural, comenta o deputado. “O Governo do Estado e a Prefeitura de Ponta Grossa deviam trabalhar em conjunto. Tanto que agora, quem está fazendo as ampliações, basicamente, dos aeroportos do Paraná é o Governo do Estado. Então lá em Guarapuava, é exclusivamente o Governo do Estado que vai pagar os 110 milhões de ampliação da pista. A minha análise, minha visão bem cartesiana de engenheiro falando, nós precisamos ampliar a pista do aeroporto de Ponta Grossa”, disse.

 

Marcelo Rangel e Mabel Canto sentem ciúmes por Fabio representar Ponta Grossa?

A prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt (PL), indicou Fabio Oliveira como um dos representantes do município, a relação do deputado com o município se dá principalmente por sua formação na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), no curso de Engenharia Civil. Ao ser questionado se poderia haver algum tipo de ciúmes por parte dos deputados Mabel Canto (PP), e Marcelo Rangel (PSD), o deputado disse que não deve ter sido fácil tendo em vista que a prefeita preferiu apoiar alguém de fora do município que alguém do município que concorreu contra ela.

“Eu me relaciono muito bem com os dois. Mas é claro que não deve ter sido algo fácil de engolir para eles, né? Imagina, a Mabel foi para o segundo turno, com a Elisabeth. E o Rangel foi a pessoa que tinha ela como vice-prefeita. E de repente, por uma questão política, foram preteridos nesse processo. Eu nunca perguntei, porque eu acho que é uma questão muito íntima, né? Mas não vou perguntar também, mas é só o comportamento que você vê”, comentou Fabio Oliveira.

Ele destacou que a deputada já pode ter em vista apoio ao Greca devido o pai da deputada já ter manifestado apoio em redes sociais. “A Mabel teve o Jocelito Canto, que fez um vídeo dizendo que ele vai apoiar o Rafael Greca. Então, em tese, a Mabel não é mais a base do governo. O apoio de Mabel ao Greca eu acredito, é uma coisa óbvia, né? Ela não era base, era considerada, inclusive, oposição no início. Ela voltou depois para a campanha, quando foi candidata a prefeita. Aí, pelo relacionamento do grupo dos irmãos com o governador e com a Elizabeth, aí a Mabel acabou vindo para a base principalmente no segundo turno. E ela ficou na base, agora está apoiando o Greca. Então, a política é muito interessante, né?”, comenta o deputado.

 

Fabio defende candidatura de Apoio de Zema à Presidência, mas diz que em segundo turno entre Lula e Flávio: “Flávio é o menos pior”

Fabio Oliveira defendeu a candidatura de Romeu Zema (Novo) ao cargo de presidente da República. “ O meu candidato a presidente do Brasil se chama Romeu Zema”. Zema foi governador do estado de Minas Gerais. “Ele arrumou o estado de Minas”, disse.

Sobre um segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o deputado afirmou que vai de Flávio. “Apesar de a gente ver indícios e estarem sendo investigados, a parte do PL a gente vê um escalonamento muito menor que o PT, mas hoje está na fase da investigação. Não foi ninguém condenado. Mas quando você olha para a questão do PT e você olha principalmente para a questão do Lula, você vê pessoas que foram investigadas e foram condenadas em três instâncias”, afirmou. “Flávio é o menos pior”, declarou.

 

O partido Novo vai acabar se não atingir cláusula de barreira

Sobre a possibilidade de o Partido Novo se extinguir, o deputado fala que é uma possibilidade caso neste ano não atinjam as metas. “O Partido Novo na eleição de 2022, não venceu a cláusula de barreira, que seria eleger 13 deputados federais ou fazer 4 milhões e meio de votos numa proporcionalidade de Estado. O Novo não bateu a cláusula de barreira. Então, hoje, nesta eleição de 2026, é a última oportunidade que o Novo tem, então ele vai ter que eleger ou 13 deputados federais ou fazer 4 milhões e meio de votos numa proporcionalidade de Estado”, afirmou.

 

Veja a entrevista completa

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