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Vereadora Tathiana Guzella (PL) manda colega “voltar para o Ceará” e é acusada de xenofobia na Câmara de Curitiba: ela é esposa do deputado Tito Barrichello (PL)

Vereadora Tathiana Guzella (PL) manda colega “voltar para o Ceará” e é acusada de xenofobia na Câmara de Curitiba: ela é esposa do deputado Tito Barrichello (PL)
  • Publishedagosto 6, 2026
Vereadora Tathiana Guzella (PL) manda colega “voltar para o Ceará” e é acusada de xenofobia na Câmara de Curitiba: ela é esposa do deputado Tito Barrichello (PL). Foto: Alep

A Câmara de Curitiba protagonizou uma situação caracterizada como xenofobia nesta semana. O crime é de preconceito caracterizado pela aversão, hostilidade, repúdio ou ódio a quem vem de outro estado, cidade ou país.

Irritada com questionamentos feitos pela vereadora Vanda de Assis (PT) sobre um projeto de lei que cria um cadastro de moradores de rua, a vereadora Tathiana Guzella (PL) (candidata ao cargo de deputada estadual) perguntou: “Vereadora, a senhora é de Campos Sales, Ceará?”. Diante da resposta afirmativa, disse: “Se a senhora gosta tanto de elogiar a atuação do PT, dos partidos correlatos ao PT, porque a senhora não volta para o Ceará? Por que a senhora veio para cá? A senhora nasceu lá, mas veio encher o saco aqui”, disse Guzella.

Vanda de Assis reagiu: ”Isso é xenofobia”, rebateu.

Essa prática de dizer ‘por que você não volta para a sua cidade’, ‘por que você veio para cá’, isso é xenofobia e xenofobia é crime, vereadora. E a senhora será representada por isso. Não cabe e eu não aceitarei nenhuma prática xenofóbica, nem comigo, nem com nenhuma outra pessoa que decidiu morar em Curitiba, que escolheu morar em Curitiba, com nenhuma pessoa em situação de rua”, afirmou Vanda de Assis.

 

Vereadora nega xenofobia e faz B.O

“Inicialmente, cumpre esclarecer que a Vereadora Delegada Tathiana Guzella teve sua fala interrompida antes de concluir o raciocínio político que vinha desenvolvendo em Plenário, circunstância que impediu a conclusão de seu pensamento e acabou por retirar sua manifestação do contexto em que estava sendo proferido”, diz a nota da vereadora Delegada Tathiana Guzella.

“O pronunciamento integrava um debate eminentemente político e ideológico acerca das políticas públicas voltadas ao enfrentamento da população em situação de rua, contrapondo modelos de gestão adotados por governos de diferentes orientações políticas. A referência ao Estado do Ceará decorreu do fato de que a vereadora Vanda de Assis é filiada ao Partido dos Trabalhadores e natural daquele Estado, governado, desde 2007, por sucessivas administrações alinhadas ao campo político da esquerda, com participação do Partido dos Trabalhadores e de partidos aliados”.

“A crítica dirigia-se exclusivamente às opções administrativas e às políticas públicas implementadas por governos de esquerda, tema inerente ao debate parlamentar e protegido pela liberdade de manifestação política, não havendo qualquer conteúdo discriminatório contra o povo cearense, a população nordestina ou qualquer cidadão em razão de seu local de nascimento”.

A nota diz que a vereadora repudia qualquer tentativa de atribuir à sua manifestação caráter xenofóbico. Tal acusação não encontra respaldo em sua trajetória pessoal nem em sua atuação parlamentar.

A nota ressalta que a vereadora Delegada Tathiana Guzella também é migrante e conhece a importância da integração entre os brasileiros, independentemente de sua origem.

 

Vereadora Vanda de Assis (PT) e vereadora Delegada Tathiana Guzella (PL) — Foto: Câmara Municipal de Curitiba

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