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Eleições 2026: “Chegou a hora de mostrar meu trabalho em Brasília por Ponta Grossa, pela região dos Campos Gerais e pelo país”, diz Rangel

Eleições 2026: “Chegou a hora de mostrar meu trabalho em Brasília por Ponta Grossa, pela região dos Campos Gerais e pelo país”, diz Rangel
  • Publishedsetembro 16, 2026
Eleições 2026: Deputado estadual e candidato à Câmara Federal, Marcelo Rangel (PSD), participou de entrevista no Portal Mareli Martins nesta terça-feira (15). Foto: Juliane Goltz.

O candidato a deputado federal Marcelo Rangel (PSD) participou da série de entrevistas do Portal Mareli Martins nesta terça-feira (15). Rangel falou sobre investimentos destinados a Ponta Grossa, sua relação com a prefeita Elizabeth Schmidt (PL), projetos apresentados durante o mandato como deputado estadual e o financiamento de sua campanha eleitoral.

Um dos principais temas da entrevista foi a aplicação de recursos estaduais em Ponta Grossa. Rangel defendeu que o município recebeu investimentos significativos do Governo do Paraná nos últimos anos, principalmente para obras de pavimentação, e afirmou que existe uma diferença entre o volume de recursos estaduais destinados à cidade e a quantidade de obras executadas diretamente pela Prefeitura. 

Rangel afirmou que “não é verdade que a cidade recebeu uma quantidade de menor de recursos”, como disse a prefeita da cidade.

 

“Chegou a hora de mostrar também o meu trabalho em Brasília”, diz Marcelo Rangel

Rangel destacou trabalho de Sandro Alex em Brasília e disse que agora é o momento dele para trabalhar em Brasília.

“O Sandro fez um grande trabalho em Brasília e ganhou destaque por isso. Mas acredito que agora chegou a hora de mostrar o meu trabalho em Brasília. Eu já fui prefeito duas vezes, deputado estadual, agora quero representar Ponta Grossa e os Campos Gerais como deputado federal”, disse.

Rangel disse que também pretende contribuir para mudança do país, além de trabalhar pela região. “Vou trabalhar por Ponta Grossa e a região dos Campos Gerais e também contribuir com Brasil, pois precisamos mudar o país”, afirmou.

Marcelo Rangel disse que “existe uma possibilidade de boa votação” e que “está atuando em todo o estado”.

 

Rangel cita R$ 100 milhões em pavimentação

Rangel nega que Ponta Grossa recebeu recursos menores do Estado por conta de brigas políticas.

Ao falar sobre os investimentos em infraestrutura, Rangel afirmou que Ponta Grossa não foi prejudicada na distribuição de recursos estaduais. Segundo ele, o Governo do Estado destinou cerca de R$100 milhões para pavimentação no município, além de outros investimentos. 

O deputado também questionou a participação do município na execução de obras de pavimentação e afirmou que seria necessário avaliar quanto do investimento foi realizado com recursos próprios da Prefeitura.

“Quantos quilômetros de asfalto foram realizados com o próprio recurso da Prefeitura? Foram R$100 milhões de asfalto pelo estadual. Alguma coisa está em descompasso. Na minha opinião, é um problema de planejamento da Prefeitura”, afirmou.

Rangel já havia citado sua participação no anúncio de recursos estaduais para pavimentação de Ponta Grossa. Em agosto de 2025, o Governo do Paraná anunciou R$100 milhões para obras de pavimentação no município. O próprio deputado também divulga o montante entre os recursos que afirma ter viabilizado durante o mandato. 

 

E a promessa do 100% de asfalto em Ponta Grossa?

Campanha municipal de 2020: quando ocorreu a promessa do 100% de asfalto. Em 2024, o grupo rachou e Elizabeth saiu do time.

Rangel foi questionado sobre a promessa de asfalto 100% em Ponta Grossa. A promessa foi feita em 2020, quando Elizabeth ainda estava no PSD e  concorreu à Prefeitura. Então o 100% de asfalto foi prometido pela prefeita (então candidata), por Marcelo Rangel, Sandro Alex, Capitão Saulo (ex-vice de Elizabeth) e pelo governador Ratinho Jr.

Rangel disse que o estado cumpriu a sua parte e “mandou recursos para a pavimentação”. Mas disse que a prefeitura precisa fazer a sua parte: “a prefeitura tem que fazer projetos”.

 

Lei do Teste do Coraçãozinho

Rangel desta trabalho pela implantação do Teste do Coraçãozinho no Paraná. Foto: Juliane Goltz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Durante a entrevista, Rangel também apresentou projetos e leis relacionados à sua atuação como deputado estadual. Entre eles está a legislação estadual que tornou obrigatória a realização do Teste do Coraçãozinho em recém-nascidos no Paraná.

Rangel disse que considera este um do seus principais projetos.

“O exame, realizado por meio da oximetria de pulso, permite identificar alterações que podem indicar doenças cardíacas”, explicou.

Como secretário de Inovação do Paraná, Rangel destacou o trabalho pelo autismo: “como secretário de Inovação trabalhei pelo código do autismo, inclusive para qualificação de professores voltados ao autismo”.

 

E o Dia do Pão? 

Ao explicar a proposta, Rangel afirmou que “a intenção não é apenas criar uma data comemorativa, mas reconhecer o trabalho dos profissionais que atuam nas panificadoras do Paraná”.

Rangel virou polêmica ao criar o Dia Estadual do Pão no Paraná. Muita gente criticou dizendo que “o deputado não teria nada mais útil pra fazer”.

O deputado disse que a divulgação do projeto saiu de forma “jocosa” e não é isso que diz o projeto, segundo ele.

“O objetivo foi atender a uma demanda apresentada por profissionais do setor de panificação”, disse.

O projeto, apresentado por Rangel em 2025, estabelece o dia 16 de outubro como o Dia Estadual do Pão. A data coincide com o Dia Mundial do Pão e com o Dia Mundial da Alimentação.

Ao explicar a proposta, Rangel afirmou que “a intenção não é apenas criar uma data comemorativa, mas reconhecer o trabalho dos profissionais que atuam nas panificadoras do Paraná”.

 

Rangel fala sobre uso do fundo eleitoral

Outro assunto abordado durante a entrevista foi o financiamento da campanha. Rangel afirmou ser contrário ao chamado “fundão eleitoral”, mas reconheceu que utiliza os recursos públicos destinados às campanhas. Rangel recebeu R$ 1,5 milhões do fundão, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) é um mecanismo público previsto na legislação eleitoral para financiar campanhas. O uso dos recursos pelos candidatos está sujeito às regras de arrecadação, aplicação e prestação de contas estabelecidas pela Justiça Eleitoral.

Segundo o candidato, deixar de utilizar o fundo enquanto outros concorrentes fazem uso dos recursos poderia colocá-lo em uma situação de desvantagem na disputa.

“Eu sou contra o fundão eleitoral, mas se eu não o utilizar, eu me coloco em uma concorrência desleal com outros candidatos”, afirmou.

 

Relação com a prefeita Elizabeth

Rangel também voltou a falar sobre a relação com a Prefeitura de Ponta Grossa. O candidato reconheceu que atualmente existe um distanciamento entre os grupos políticos e relacionou a situação à eleição municipal de 2024.

Segundo Rangel, durante sua candidatura à Prefeitura, o governador Ratinho Junior teria manifestado preferência por sua candidatura para dar continuidade ao trabalho desenvolvido no município.

“O meu relacionamento com a prefeitura, ele é mais distante sim, é mais distante porque quando eu fui candidato a prefeito, o governador Ratinho Júnior me escolheu e falou com a prefeita naquela época, ‘olha eu gostaria que fosse o Marcelo que desse continuidade ao trabalho’, mas ela não aceitou. Ok, isso é passado agora”, declarou.

 

Candidatura de Sandro Alex ao Governo do Paraná

“Somente a candidatura do Sandro já fez com que a cidade de Ponta Grossa tivesse prospecções e investimentos que nós nunca tivemos”, declarou Rangel.

O candidato também falou sobre a candidatura do irmão, Sandro Alex, ao Governo do Paraná. Rangel afirmou que uma eventual eleição de Sandro poderia alterar a relação política entre o município e o Governo do Estado.

“Se o meu irmão, Sandro Alex, for eleito governador, as brigas serão esquecidas”, declarou.

Rangel também defendeu que Ponta Grossa tenha uma mobilização política em torno de um candidato originário do município e citou Londrina e Maringá como exemplos.

“Eu fico chateado com a prefeitura não apoiar um ponta-grossense, porque qualquer outra cidade do Paraná, se fosse Londrina, se fosse Maringá, existiria uma união de toda a cidade para se ter um representante da sua cidade como governador”, afirmou.

Para Rangel, a própria candidatura de Sandro Alex já teria contribuído para a atração de investimentos e novas possibilidades para o município.

“Somente a candidatura do Sandro já fez com que a cidade de Ponta Grossa tivesse prospecções e investimentos que nós nunca tivemos”, declarou.

Saiba mais sobre a candidatura e trajetória de Rangel na política

Marcelo Rangel (PSD) registra candidatura à Câmara Federal: “vamos continuar o trabalho do Sandro” – Mareli Martins

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Com a colaboração de Lorena Santana, estagiária de Jornalismo, conforme convênio de estágio firmado entre o Portal Mareli Martins e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

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