Moro diz que governo Ratinho Jr investiu muito pouco em saúde: “somente 12,21% e foi “o último estado em investimento nesta área no Brasil”

O Portal Mareli Martins questionou o candidato ao governo do Paraná, Sergio Moro (PL), sobre como resolver o problema das filas na saúde, principalmente na área de especialidades, exames e cirurgias eletivas. O candidato fala em seu plano de governo em “acabar com as filas”, mas não explica em termos práticos como fará isso.
Ao responder o nosso portal, Moro primeiramente criticou os baixos investimentos em saúde na gestão do governador Ratinho Jr (PSD), que tem como candidato ao governo, Sandro Alex (PSD).
“Qual é o grande problema do SUS hoje? Ele é subfinanciado no Paraná, o governo do estado gastou em 2025 12,21% do orçamento em saúde e foi assim nos seis anos anteriores, veja que o estado ficou na vigésima sexta posição em percentual de gasto de orçamento entre os estados, ou seja, ficou no último lugar. Nós vamos aumentar esse financiamento”, disse.
Moro defendeu a tabela SUS com financiamento dos governos federal e estadual.
“Nós temos uma proposta que já foi muito bem sucedida em São Paulo, que é a tabela SUS paranaense, claro que lá é a tabela SUS paulista. A ideia é identificar em cada região quais são as demandas principais da saúde, nós vamos fazer nossa tabela própria, aí o governo federal paga e nós complementamos esse pagamento, mas de uma maneira universal, ou seja, fez o serviço, fez de qualidade, vai receber por esse pagamento”, explicou.
Segundo Moro, essa é uma forma de melhorar o atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Assim nós vamos tirar os hospitais filantrópicos do negativo, do vermelho, que hoje se encontram. Vou te dar um exemplo, estive recentemente lá na Santa Casa de Irati, eles tinham cento e cinquenta leitos para o SUS, hoje só tem cem, tiveram que diminuir a capacidade porque não estavam conseguindo cobrir as suas contas com os pagamentos, nem hoje conseguem, pois tem um déficit mensal expressivo. Outro exemplo, a Santa Casa de Ponta Grossa, eu estive recentemente no jantar beneficente para ter recurso para a Santa Casa. Agora deixar os hospitais filantrópicos ou que atendem o SUS, dependendo sempre de receitas extraordinárias, não é justo com eles e não é justo com o paranaense. Com a nossa tabela SUS paranaense, nós vamos resolver essa situação e teremos uma expansão do serviço de atendimento ao SUS. Se você aumenta a oferta, você consegue vencer a demanda das filas de consultas, das filas de exame, das filas de cirurgias eletivas”, afirmou.




