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Outubro Rosa: confira os dados e formas de prevenção em PG, Paraná e Brasil

Outubro Rosa: confira os dados e formas de prevenção em PG, Paraná e Brasil
  • Publishedoutubro 28, 2026
Outubro Rosa reforça importância do autocuidado durante todo o ano
Foto: Arquivo AEN

O Outubro Rosa é marcado pela conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, mas também chama atenção para a importância dos exames preventivos, do acesso aos serviços de saúde e da continuidade do atendimento.

No Brasil, a estimativa é de 78.610 novos casos de câncer de mama por ano entre 2026 e 2028, além de 19.310 casos anuais de câncer do colo do útero, segundo projeções do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Em meio à campanha, os dados de saúde ajudam a dimensionar os desafios da prevenção. Em Ponta Grossa, foram registrados 7.637 agendamentos de mamografias entre janeiro e agosto de 2026, com tempo médio de espera de 49 dias para exames bilaterais de rastreamento. Já os exames preventivos do colo do útero apresentaram aumento de 2,5% em comparação com o mesmo período de 2025.

No Paraná, as estratégias incluem a ampliação dos testes moleculares de DNA-HPV e o incentivo à vacinação contra o vírus, associado ao desenvolvimento do câncer do colo do útero. Os números municipais, estaduais e nacionais mostram diferentes aspectos do enfrentamento da doença, desde a prevenção até o acesso ao diagnóstico e ao tratamento.

 

Ponta Grossa

Em Ponta Grossa, os exames preventivos do câncer do colo do útero apresentaram aumento entre 2025 e 2026. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, entre janeiro e setembro de 2025 foram registrados 6.517 exames citopatológicos, conhecidos como Papanicolau. No mesmo período de 2026, foram contabilizados 6.680 procedimentos, um aumento de aproximadamente 2,5%.

A média mensal passou de 724 exames em 2025 para 742 em 2026. As coletas são realizadas nas Unidades de Saúde, conforme a organização de cada equipe, podendo ocorrer por agendamento, demanda espontânea ou em dias específicos.

De acordo com a Prefeitura, não existe um tempo de espera único para a realização do exame em toda a rede municipal. O prazo estimado para a liberação dos laudos é de aproximadamente 30 dias após o recebimento do material pelo laboratório responsável.

 

Mais de 7,6 mil mamografias foram agendadas em 2026

Entre janeiro e agosto de 2026, a Regulação Municipal registrou 7.637 agendamentos de mamografias em Ponta Grossa. Desse total, 7.120 foram de mamografias bilaterais para rastreamento, que é o exame de mamografia feito nas duas mamas (direita e esquerda) para procurar sinais de câncer antes mesmo de a pessoa apresentar sintomas, como nódulos ou dores e 517 corresponderam a outros procedimentos de mamografia.

A média foi de aproximadamente 955 agendamentos mensais. O tempo médio de espera foi de 49 dias para mamografias bilaterais de rastreamento e de 41 dias para os demais procedimentos.

Os exames são solicitados após avaliação médica ou de enfermagem nas Unidades de Saúde e encaminhados à Regulação Municipal, que realiza o agendamento junto aos prestadores de serviço.

Após a realização, os laudos geralmente ficam disponíveis para retirada presencial nas clínicas a partir de 48 horas, conforme a orientação recebida pela paciente. Os resultados também são registrados no sistema para consulta pelos profissionais de saúde.

A Secretaria Municipal de Saúde ressalta que as ações de prevenção e rastreamento são permanentes e não se restringem ao Outubro Rosa. O retorno à Unidade de Saúde para avaliação dos resultados é importante mesmo quando não há alterações aparentes.

 

Paraná

O Governo do Paraná está ampliando a implantação do teste molecular de DNA-HPV, que identifica o material genético do papilomavírus humano (HPV), principal fator associado ao desenvolvimento do câncer do colo do útero.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) prevê distribuir 300 mil kits até o fim de 2026. Segundo as informações estaduais fornecidas, mais de 30 mil kits já haviam sido repassados, e o método estava em utilização em 38 municípios, com expansão prevista para outras 218 cidades.

A substituição do Papanicolau pelo teste molecular ocorre de forma gradual e planejada no Sistema Único de Saúde (SUS). A estratégia é direcionada a mulheres de 25 a 64 anos, conforme as orientações do Ministério da Saúde, com busca ativa realizada pelas equipes das Unidades Básicas de Saúde.

Nos casos de resultado negativo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o teste de DNA-HPV seja repetido a cada cinco anos.

A iniciativa integra a meta de eliminar o câncer do colo do útero como problema de saúde pública até 2030. A Sesa também informou ter capacitado 2,5 mil trabalhadores das Unidades Básicas de Saúde para realizar a coleta pelo novo método.

 

Cobertura vacinal contra HPV supera 90% entre meninas

Outra frente de prevenção é a vacinação contra o HPV, disponibilizada para adolescentes de ambos os sexos.

No Paraná, a cobertura vacinal informada pela Sesa é de 91,06% entre o público feminino e de 87,42% entre o masculino. Entre 2025 e setembro de 2026, foram aplicadas 7.022 doses do imunizante em adolescentes de 15 a 19 anos.

A vacina é uma das principais medidas para prevenir o câncer do colo do útero e também protege contra outros tipos de câncer associados ao HPV. Os imunizantes são enviados aos municípios conforme as remessas do Ministério da Saúde.

 

Paraná pode registrar 4,3 mil casos de câncer de mama em 2026

As estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que o Paraná pode registrar 4.300 novos casos de câncer de mama em 2026. Para o período de 2023 a 2025, a estimativa estadual foi de 10.950 casos.

Em relação ao câncer do colo do útero, a projeção informada pela Sesa para 2026 é de 1.120 novos casos. Entre 2023 e 2025, a estimativa foi de 2.370 casos.

Os números são estimativas de incidência, e não uma contagem definitiva de diagnósticos confirmados. Eles ajudam a dimensionar a necessidade de políticas de prevenção, rastreamento e assistência à saúde.

 

Brasil

No Brasil, o INCA estima 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no triênio de 2026 a 2028. A doença está entre os tipos de câncer mais incidentes na população feminina brasileira.

Para o câncer do colo do útero, a estimativa nacional é de 19.310 novos casos anuais no mesmo período.

Os dados reforçam a importância de ampliar o acesso aos exames preventivos, à vacinação contra o HPV e ao acompanhamento dos pacientes após a identificação de alterações.

 

SUS realiza milhões de exames preventivos e mamografias

O exame citopatológico do colo do útero é realizado principalmente nas Unidades Básicas de Saúde, onde profissionais capacitados coletam o material encaminhado posteriormente aos laboratórios para análise.

No Brasil, estimativas gerais apontam a realização de milhões de exames Papanicolau por ano no SUS. O volume de procedimentos e o tempo de espera variam conforme a capacidade de atendimento, a estrutura dos laboratórios e a organização da rede de saúde de cada município.

A mamografia, por sua vez, é utilizada para identificar alterações nas mamas e auxiliar na detecção precoce do câncer. O procedimento pode ser realizado em unidades públicas, hospitais, clínicas especializadas e prestadores conveniados ao SUS.

Os tempos de espera e de liberação dos laudos variam entre as regiões. Por isso, os dados nacionais não devem ser considerados equivalentes à realidade de cada município.

 

Câncer de mama em homens

Embora seja menos frequente, o câncer de mama também pode atingir homens e corresponde a aproximadamente 1% dos casos da doença.

A ausência de campanhas específicas voltadas ao público masculino não elimina a necessidade de atenção aos sinais suspeitos. Nódulos na região da mama, retração da pele ou do mamilo e secreções mamilares devem ser avaliados por um profissional de saúde.

A conscientização sobre a doença não deve se limitar às mulheres ou ao mês de outubro. A identificação de alterações e o acesso ao atendimento são importantes durante todo o ano.

 

Lei dos 60 dias

A Lei Federal nº 12.732/2012 estabelece que pacientes com câncer maligno atendidos pelo Sistema Único de Saúde têm direito de iniciar o primeiro tratamento em até 60 dias, contados a partir da data do diagnóstico em laudo patológico, ou em prazo menor, conforme a necessidade terapêutica registrada.

A legislação também prevê que os exames necessários à confirmação diagnóstica de uma suspeita principal de câncer sejam realizados em até 30 dias quando houver solicitação médica fundamentada.

Os prazos legais reforçam a importância não apenas da realização dos exames, mas também da liberação dos resultados, da confirmação diagnóstica e do encaminhamento para o tratamento.

O Outubro Rosa chama a atenção para a prevenção e a detecção precoce, mas o acompanhamento precisa continuar durante todo o ano. Realizar os exames indicados, buscar os resultados e manter contato com os serviços de saúde são etapas fundamentais para o cuidado.

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