“Richa, Plauto e Traiano desviaram dinheiro da Educação para campanha”, diz delatora

Richa
O escândalo de desvio de recursos públicos de obras de escolas estaduais veio à tona em meados do ano passado, quando se descobriu irregularidades em dez contratos firmados entre a Secretaria Estado da Educação (Seed) e a empresa Valor Construtora e Serviços Ambientais, no período de 2011 e 2014.

Entre maio e junho de 2015 se tornaram públicos os desvios de recursos da Educação para financiamento de campanhas políticas. Os desvios ocorreram por meio da empresa Valor Construtora e Serviços Ambientais e a Secretaria de Estado da Educação (Seed). O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou no mesmo período a Operação Quadro Negro, que investiga o desvio de aproximadamente R$ 20 milhões. De acordo com o relato da assessora jurídica da construtora Valor, Úrsulla Andrea Ramos, o dinheiro teria sido desviado para o financiamento das campanhas de reeleição do governador Beto Richa (PSDB), do presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Ademar Traiano (PSDB), do primeiro secretário da Alep, Plauto Miró (DEM) e do filho do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR),Durval Amaral, o deputado estadual Tiago Amaral.

Em depoimento, a advogada Úrsulla Andrea Ramos, afirma que questionou o proprietário da empresa, Eduardo Lopes de Souza, sobre os valores supostamente desviados das obras. “Esse dinheiro não ficou comigo, esse dinheiro foi feito repasse pra campanha do governador Beto Richa e pra essas três campanhas (do filho do conselheiro Durval Amaral, o deputado estadual Tiago Amaral; de Traiano e de Plauto). Foi o que ele me disse”, afirma Úrsulla. O escândalo de desvio de recursos públicos de obras de escolas estaduais veio à tona em meados do ano passado, quando se descobriu irregularidades em dez contratos firmados entre a Secretaria Estado da Educação (Seed) e a empresa Valor Construtora e Serviços Ambientais, no período de 2011 e 2014.

O dono da Valor, Eduardo Lopes de Souza, Maurício Fanini e outras 13 pessoas foram denunciadas pelo Gaeco no último dia 30. Entre os denunciados em dezembro também está o ex-vereador de Curitiba Juliano Borghetti, que é irmão da vice-governadora, Cida Borghetti (Pros). De acordo com o Gaeco, ele recebeu quatro parcelas de R$ 15 mil da Valor com a missão de agilizar pagamentos à empresa a partir dos contatos que manteria com servidores da Casa Civil.

Por outro lado, o governo do Paraná disse que “as irregularidades que envolvem a construtora Valor foram descobertas por sistemas internos de controle do Governo do Paraná e se transformaram numa sindicância aberta em maio de 2015 pela Secretaria de Estado da Educação e, em seguida, em inquérito aberto pela Polícia Civil. Desde o início, o Governo vem tomando todas as medidas necessárias para apurar, punir desvios de conduta e recuperar recursos desviados. Os bens de todos os envolvidos foram bloqueados pela Justiça, a pedido da Procuradoria Geral do Estado. Todos os servidores públicos suspeitos foram demitidos ou exonerados de seus cargos.”

O TCE informou que o conselheiro Durval está de férias no norte do Estado. Segundo a Corte, em novembro do ano passado, o TCE-PR determinou suspensão de contratos de sete escolas em que foram apontados indícios de fraude nas medições, com o pagamento de serviços ainda não executados. Seis são da Valor Construtora e Serviços Ambientais Ltda.; e uma da Machado Valente Engenharia. Na Assembleia Legislativa do Paraná foi informado que não há ninguém para tratar das investigações envolvendo os deputados e que o recesso termina apenas em 20 de janeiro.

O PSDB do Paraná informou que não recebeu nenhuma doação da construtora Valor. E o deputado Plauto Miró (DEM) não atendeu as ligações.

Com informações dos jornalistas Henrique Beirangê, da Carta Capital, Catarina Scortecci, Diego Ribeiro e Euclides Lucas Garcia, do Jornal Gazeta do Povo

2 comentários

  1. Olha….o parana ta perdido, todos sao corruptos na politica, se colocarmos num saco e jogar no iguacu, perdemos o saco e poluimos o rio, pq cada politico equivale a 1000 lts de lodo de esgoto….

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  2. As viúvas do Requião “vão à loucura” quando acusam o Governo Beto Richa de supostas irregularidades, mas fazem vista grossa quanto à às improbidades e devaneios absolutistas do comedor de mamona enquanto foi governador do Estado… Sou funcionário público há 22 anos e passei por várias administrações, e sei muito bem o que era trabalhar durante a gestão do Requião… uma tragédia, estado de repressão às ideias que não compusessem com às da sua tropa de choque… entre eles os comissionados do PT entre outros, quanto ao caso da Valor, recomendo às viúvas lerem o Diário Oficial do Estado e tomarem conhecimento das medidas que estão sendo tomadas pelo governo a respeito da Valor.

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