“A verdade deve ser o diferencial nesta eleição”, diz Pauliki, pré-candidato do PDT

 

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“Não se pode ter promessa fantasiosa que torna alguém herói por quarenta, cinquenta dias e depois virar vilão por quatro anos”, disse o pré-candidato à prefeitura de Ponta Grossa, deputado Marcio Pauliki (PDT)

A corrida eleitoral ganhará novos rumos em Ponta Grossa, após o lançamento da pré-candidatura do deputado estadual Marcio Pauliki (PDT), que aparece em primeiro lugar nas pesquisas de diversos grupos políticos. Pauliki concedeu entrevista exclusiva à Rádio T e ao Blog da Mareli Martins nesta terça-feira (14), lançando oficialmente o seu nome como pré-candidato à prefeitura de Ponta Grossa. Pauliki destacou que o momento agora é de “fechar alianças em benefício da cidade”.

Para o cargo de vice, Pauliki disse que houve uma conversa com o deputado Plauto Miró para que o DEM possa somar ao PDT. O presidente da Câmara dos Vereadores, Sebastião Mainardes foi um dos nomes citados por Pauliki. Se isso se configurar, Marcelo Rangel (PPS), perderá o apoio do DEM, um dos principais grupos de apoio de Rangel nas últimas eleições e até o momento. Lideranças do DEM confirmaram que isso está sendo encaminhado e a que a discussão agora é sobre o nome para o cargo de vice-prefeito.

Pauliki afirmou que alguns pontos que são primordiais para uma pré-candidatura e posterior execução, em caso de vitória nas urnas. “Uma das condições ou termos que não podemos abrir mão é a forma da vinda dos partidos ao grupo , isto é, não será trocado apoio por cargos que não sejam técnicos e não haverá indicações políticas. Acredito que a questão fiscal na cidade é muito delicada e se formos tratar da mesma forma que o atual prefeito trata da coisa pública, trocando cargos por voto não será possível”.

Conforme Pauliki, o  PDT já está bastante adiantado com o plano de governo. “Nosso plano de governo está praticamente pronto dentro das premissas e preceitos em relação ao fluxo de caixa da prefeitura de Ponta Grossa, para os próximos quatro anos, que é muito complicado. Nossa cidade tem uma situação financeira um pouco mais complicada que outras cidades, mas isso é o que nos desafia. Queremos que Ponta Grossa volte a ser competitiva”. Para o deputado o município hoje enfrenta problemas financeiros por conta da má gestão. “A prefeitura está em situação lastimável. Temos uma gestão que com prioridades bem diferentes daquelas ditas em 2012 e sem nenhum tipo de econômica, sem responsabilidade fiscal”, criticou.

Alianças:

Segundo Marcio Pauliki as conversas estão bastante adiantas para o que o vice-prefeito de sua chapa seja mesmo do DEM. Lideranças do DEM também confirmaram esta possibilidade. “Convidei o presidente da câmara, Sebastião Mainardes, em uma conversa que contou com a participação do deputado Plauto Miró. Nós discutimos o futuro da cidade, principalmente a situação fiscal. É importante que essa terceira via seja única”.

De acordo com lideranças do DEM, o rompimento com o grupo de Marcelo Rangel e a composição com Pauliki são dados como certos, mas o nome ainda está sendo discutido. Algumas lideranças do DEM disseram que “a forma de governar e os compromissos não cumpridos pela atual gestão, fazem com que os objetivos não sejam os mesmos que os propostos pelo DEM”.

Além do DEM, o PDT vai buscar outros aliados. “Tenho o desafio de trazer pessoas, pois não vejo apenas os partidos, vejo pessoas além de partidos. Vamos coversar com pessoas que estão lançando pré-candidaturas, como o empresário Álvaro Scheffer do PV, que tem um forte gestão, contribuiu para vinda de novas indústrias na cidade. Também vamos coversar com o vereador Julio Kuller (PMB), que foi muito coerente quando foi secretário de Assistência Social e tem bons projetos desenvolvidos, além de outros grupos”.

Como resolver o problema da saúde pública?

Pauliki disse que o governo municipal cometeu uma grande falha ao rejeitar a construção de mais uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no Jardim Carvalho. “Precisamos construir essa UPA, que já deveria ter saído, pois Ponta Grossa perdeu com isso. Conversei com o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), para que ocorra a efetivação dos médicos cubanos”. Questionado sobre como seria a saúde municipal sem os médicos cubanos, o deputado disse que, neste caso, seriam necessários mais investimentos: “teríamos que investir em vez de 20%, cerca de 30% em saúde”.

E a segurança pública?

Pauliki acredita que o policiamento ostensivo é capaz de melhorar as condições de segurança pública. “Cerca de 70% das ocorrências de segurança são de perturbação de sossego, mas como uma polícia ostensivo é possível trazer melhorias. Para isso temos que cobrar investimentos, mais viaturas e mais policias por parte do Governo do Estado. A chegada rápida da polícia nos locais de ocorrência é fundamental”.

Mobilidade Urbana?

É fato que o transporte coletivo tem sido alvo de diversos candidatos nas últimas eleições, mas é preciso pensar neste assunto com o conceito de mobilidade urbana, que não envolve apenas o tranporte coletivo, mas uma série de ações integradas. “Temos um trabalho aprofundado juntamente com Roberto Mongruel, que é um conhecedor desta tema. Em relação ao transporte público sou totalmente a favor da concorrência, pois não se pode defender o monopólio ou contratos longos. A qualidade só melhora quando existe concorrência. O ano de 2021 será o ano em que será possível quebrar o monopólio, por que será o ano que se encerra o contrato com a atual empresa que tem a concessão. Ainda dentro de mobilidade urbana, queremos construiu um parque linear com 12 km, atravessando a cidade, investir no bilhete único e nas relações inter bairros.

Distanciamento entre Pauliki, Rangel e Sandro Alex

Que brigas políticas existem, não há como negar. O problema é quando a cidade deixa de ganhar por conta disso. Recentemente o prefeito Marcelo Rangel disse à rádio T e ao Blog da Mareli Martins que o deputado Pauliki nunca fez, ao menos, uma visita em seu gabinete e disse que o “deputado Pauliki deveria ser questionado sobre os motivos disso”.

O fato é que, no passado, Marcelo Rangel, Marcio Pauliki e Sandro Alex já caminharam juntos, mas após romperam as ligações. Pauliki aponta ” a falta de cumprimento da palavra” como causa de tudo isso. ” Tenho um relação muito boa com os deputado estaduais Péricles e Plauto e com o deputado federal Aliel. Existe um distanciamento com o Sandro e o Marcelo por questões eleitorais. Já apoiei os dois em 2006, depois o Sandro em 2008, o Marcelo em 2010 e houve um compromisso da parte deles de apoio a minha candidatura em 2012, mas esse compromisso não foi honrado”.

Qual será o diferencial nas eleições de 2016?

Pauliki encerrou a entrevista dizendo que a “verdade” será o fator principal para as eleições deste ano. Segundo ele, a atual gestão de Rangel falou muito e cumpriu muito pouco. “A verdade, sempre a verdade, como foi em 2012. Não se pode ter promessa fantasiosa que torna alguém herói por quarenta, cinquenta dias e depois virar vilão por quatro anos”, concluiu.

Ouça a entrevista completa do pré-candidato Marcio Pauliki (PDT):

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