Em entrevista à Rádio T, Romanelli afirma que Osmar Dias está com o “coração” no PSB e segue firme na disputa ao governo do Paraná

roma e osmar
“O Osmar nos disse que de coração já se vê integrante do nosso partido, o PSB. Ele é forte candidato ao governo do Paraná”, disse o deputado Luiz Claudio Romanelli

Em entrevista à Rádio T e ao Blog da Mareli Martins neste sábado (27), o deputado estadual Luiz Claudio Romanelli (PSB) afirmou que o fato do nome do ex-senador e pré-candidato ao governo do Paraná, Osmar Dias (PDT) ter sido citado nas delações da Odebrecht, nas investigações da Lava Jato, não vai prejudicar a possível candidatura de Osmar. Romanelli tem trabalhado juntamente com outras lideranças para que Osmar Dias se filie ao PSB. Segundo Romanelli,  “o coração de Osmar ja é do PSB”.

Romanelli também afirmou que defende a saída de Michel Temer (PMDB) da Presidência e as eleições diretas. Ao falar sobre as delações da Odebrecht e da JBS, que envolvem o nome do governador Beto Richa (PSDB), o deputado afirmou que Richa vai conseguir provar “inocência” e não precisará desistir  de sua candidatura ao senado.

Romanelli destacou que Osmar Dias segue como um dos principais pré-candidatos ao governo do Paraná. “O Osmar dias é forte candidato por ter disputado duas vezes as eleições e por que foi senador. Ele tem aspiração em governar o Paraná”, disse.

Para Romanelli, Osmar Dias vai provar que não tem envolvimento com recursos ilegais em campanha. “Acredito que até o ano que vem a Justiça já terá feito uma análise, separando o joio do trigo e terá analisado a consistência da citação dos candidatos. O Osmar Dias, no caso, nega e de forma peremptória. Ele demonstrou que os últimos recursos que recebeu e que tinham envolvimento com a Odebrecht foram repassados para a direção nacional do PDT, por meio de caixa um. Creio que isso será comprovado perante à Justiça Eleitoral e não terá implicação nenhuma na candidatura do Osmar”, afirmou.

As delações sobre Osmar Dias

O ex-senador Osmar Dias (PDT), que é pré-candidato ao governo do Paraná, nas eleições de 2018,  apareceu na lista pedidos de investigação feita pela Procuradoria-Geral da República ao ministro Luiz Edson Fachin, relator dos processos da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). Na lista da Odebrecht, o apelido de Osmar é “Caim”. (Na história bíblica, Caim era o irmão mau de Abel. Os dois viviam disputando a atenção de Deus. Na história, Caim mata Abel). O pré-candidato Osmar Dias é irmão do senador Álvaro Dias (PV-PR), que tem intenções de disputar a presidência do Brasil.

Pelo Diário da Justiça, é que um executivo da Odebrecht disse ter repassado dinheiro ilícito para o PDT, via Carlos Lupi e Osmar Dias, nas campanhas de 2010 e 2014 (Osmar foi candidato ao governo em 2010, mas não disputou eleições em 2014, quando estava no Banco do Brasil). O documento subscrito por Fachin não deixa claro quanto Lupi e Dias teriam recebido, cada um, dos R$ 800 mil repassados pela Odebrecht “com o fim de assegurar apoio político do Partido Democrático Trabalhista”.

O deputado Romanelli reforçou apoio tanto à candidatura de Osmar ao governo, como do irmão de Osmar, Álvaro Dias, à Presidência do Brasil. “Primeiro é preciso dizer que diferente mente desse apelido (Caim), o Osmar tem uma relação muito fraterna com seu irmão Álvaro. Além de considerar Osmar Dias um forte candidato ao governo do Paraná, acredito que se o Álvaro se candidatar à Presidência é dever dos paranaenses dar apoio a ele”.

Outros pré-candidatos também aparecem em delações

“Dificilmente quem concorreu nas eleições majoritárias dos três últimos pleitos não vai aparecer nestas delações. Os principais pré-candidatos aqui no Paraná foram citados. Entre eles o secretário de Desenvolvimento Urbano, Ratinho Júnior, a vice-governadora Cida Borghetti, o senador Requião. Conheço todos e posso dizer que são pessoas honradas, mas que acabam implicadas nestas listas malfadadas”.

Mas afinal, Osmar vai ou não para o PSB?

Segundo o deputado Romanelli tudo está encaminhado para que Osmar Dias deixe o PDT e passe a integrar o PSB. “Ele nos disse que primeiro precisa que seja esgotada a discussão da reforma política no congresso nacional. Mas no disse que de coração já se vê integrante do nosso partido, o PSB. E como o Álvaro pretende concorrer à presidência acredito que não poderá ficar em um partido que não dê liberdade para que ele possa apoiar o irmão. No caso do PSB nós já discutimos isso e ele terá total liberdade para isso”.

Beto Richa vai conseguir provar inocência diante de tantas acusações?

O deputado Luiz Claudio Romanelli é o líder do governo de Beto Richa (PSDB), na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). E a situação de Richa não é boa quando se fala em denúncias de irregularidade e corrupção. Existem duas operações da Polícia Federal em andamento e que envolvem o governo de Richa. A Operação Publicano que investiga desvios na Receita Estadual e a Operação Quadro Negro, que apura desvios de recursos da educação, inclusive com denúncias graves que envolvem o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni (PSDB).

E além disso, Beto Richa foi citado nas delações da JBS por ter recebido R$ 1 milhão para sua campanha em 2014. Conforme o delator da JBS, Ricardo Saud, o dinheiro foi repassado para o irmão do governador, Pepe Richa, que é secretário estadual de Infraestrutura e Logística. Beto Richa também foi delato pela Odebrecht, com dois apelidos “brigão” e “piloto”. Somando várias doações, os delatores afirmam que o valor estimado foi de R$ 4 milhões. O governador nega todas as acusações.

E a ministra do Superior Tribunal de Justiça Nancy Andrighi também autorizou a abertura de inquérito para investigar se o governador do Paraná, Beto Richa está envolvido com supostas fraudes envolvendo o Porto de Paranaguá.

Richa pretende concorrer a uma vaga como senador. Questionado se diante de tantos problemas com a Justiça, o governador poderá desistir da candidatura, o deputado Romanelli afirmou que Richa conseguirá se defender de tudo. “A delação da JBS é um despropósito. Eles dizem que deram um milhão para o Pepe Richa, irmão do governador, por coincidência existe uma doação oficial da JBS para o PSDB, por meio de transferência eletrônica. Ninguém está falando em dois milhões. Ou isso é um equivoco ou má fé. Pra mim parece um crime impossível”, defendeu.

Romanelli também defendeu o governador sobre as delações da Odebrecht. ” O governador já disse que não recebeu doações da Odebrechet e eles tem obviamente que comprovar. O financeiro do PSDB já informou que não identificou esses recursos”.

Romanelli defende saída de Temer

O deputado Romanelli destacou que Michel Temer não possui condições de governar o Brasil. “Fora Temer e diretas já, temos que passar o Brasil a limpo. Nós não podemos ficar mais com um presidente que é ilegitimo e, ao mesmo tempo, não podemos eleger alguém que não tenha legitimidade para conduzir a República. Vamos para eleições diretas e não importa se é esquerda ou direita, mas precisamos de alguém que tenha legitimidade para governar o Brasil”, concluiu o deputado.

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