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‘É greve até que a Elizabeth pague o que nos deve’, gritam servidores em frente da Prefeitura de Ponta Grossa

‘É greve até que a Elizabeth pague o que nos deve’, gritam servidores em frente da Prefeitura de Ponta Grossa
  • Publishedmaio 4, 2026
‘É greve até que a Elizabeth pague o que nos deve’, gritam servidores em frente da Prefeitura de Ponta Grossa. (Foto: Mareli Martins)

Servidores municipais de Ponta Grossa iniciaram greve nesta segunda-feira (4), com paralisação em frente da Prefeitura de Ponta Grossa. A greve foi mantida mesmo com decisão judicial contrário do Tribunal de Justiça do Paraná, com aplicação de multa diária de R$ 20 mil ao Sindicato dos Servidores Municipais de Ponta Grosa (SindServPG).

“Isso mostra a revolta dos trabalhadores contra uma decisão arbitrária que a prefeitura teve em nome da prefeita. Prefeita Elizabeth vai ficar para a história do município, para a história do funcionalismo público, como a primeira prefeita a processar os trabalhadores contra o direito de greve. Então, fica ainda mais a indignação. Perto de tudo o que vem acontecendo nos últimos anos, últimos meses, últimos anos, os trabalhadores decidiram não recuar nesse momento e reivindicar pelo seu direito de trabalho. (Veja a entrevista no final do texto)

Os servidores inicialmente tentaram um reajuste 15% nos salários e aumento o vale- alimentação para R$ 900. No entanto, a Prefeitura concedeu reajuste salarial de apenas R$ 24 reais.

Agora a categoria tenta uma nova proposta. “ Nós estamos pedindo 8% nos salários, em decorrência, de tudo que nós não recebemos nos últimos anos.  É um esgotamento ali, é um estrangulamento de recursos que nós não recebemos e por isso do 8%. E além do 8%, nós estamos pedindo um aumento de R$ 150,00 no nosso vale alimentação”, explicou o presidente do SindServPG , Luiz Eduardo Pleis, em entrevista ao Portal Mareli Martins.

 

Decisão da Justiça aponta multa diária de R$ 20 mil ao sindicato em caso de greve

Questionado se o SindServ tem recurso para pagar as multas, Luiz Eduardo Pleis, afirmou que existe um fundo para greve.  “O sindicato vai recorrer a essa decisão, até porque no documento só tem a versão da prefeitura. Inclusive, com várias contradições de todo o processo de negociação. Existem várias lacunas ali, vários pontos que têm que ser recorridos porque só tem a versão da prefeitura. O sindicato tem um certo fundo de greve. A momentos como esse, nós somos uma entidade transparente e responsável”, explicou.

 

Adesão da greve é 80%, diz Sindicato

O SindServ diz que a adesão a greve é de 80%c com impacto em diversas áreas.Estamos com mais de 80% da adesão nos locais de trabalho. Isso inclui escolas, CMEis, sociedades de saúde, assistência social, feira verde, alguns serviços de obras. Os trabalhadores estão engajados na causa, mesmo o município colocando e tentando amedrontar os trabalhadores, tentando coagir os trabalhadores, dizendo que vão ser penalizados, que vão receber advertência”, informou o sindicato.

Foto: Mareli Martins

 

 

Sindicato em processo eleitoral

Pleis foi questionado se há uma relação entre a greve e a eleição da diretoria do SindServ, visto que somente há poucos dias foi confirmado que haverá apenas uma chapa na eleição, a que concorre à reeleição.

“Essa questão do processo eleitoral de sindicato já se findou na semana passada. Então, não houve nenhuma chapa inscrita, houve abertura de inscrição, conforme o Estatuto prevê. Essa inscrição do Estatuto aconteceu de segunda a sexta-feira, na sede do sindicato, mediante edital, que ainda está publicado na fase do sindicato, mas apenas a minha chapa foi inscrita. E, ao encerramento das inscrições, abrimos com a impugnação, conforme o determinado edital e não houve impugnação nenhuma. Então, em tese, nós estamos eleitos por aclamação desde a semana passada”, destacou.

 

Prefeitura se manifesta sobre greve dos servidores públicos

(Foto: PMPG)

Os servidores municipais de Ponta Grossa entram em greve nesta segunda-feira (4), com paralisação em frente da Prefeitura de Ponta Grossa. Depois das propostas iniciais e negociações com a prefeitura, os servidores pedem reajuste de 8% nos salários e aumento de R$150,00 no vale alimentação.

Diante da situação, o governo municipal entrou com uma decisão judicial do Tribunal de Justiça do Paraná para decretar a ilegalidade da greve, com aplicação de multa diária de R$ 20 mil ao Sindicato dos Servidores Municipais de Ponta Grosa (SindServPG).

O Portal Mareli Martins entrou em contato com a prefeitura da cidade que manifestou preocupação diante do movimento grevista, pois, nas palavras deles, a decisão judicial já determinou a aparente ilegalidade da paralisação e determinou sua não realização.

“A decisão é clara ao estabelecer que o sindicato deveria se abster de iniciar a greve a partir desta segunda-feira, além de proibir qualquer ação que impeça o acesso de servidores e da população às unidades públicas. O descumprimento da ordem judicial representa um desrespeito não apenas à Justiça, mas principalmente à população que depende dos serviços públicos”, declararam.

Com a colaboração de Ester Roloff, estagiária de Jornalismo, conforme convênio de estágio firmado entre o Portal Mareli Martins e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

 

Prefeita diz que greve é ‘movimento político’

Pleis rebateu a declaração da prefeita Elizabeth Schmidt (União Brasil) de que a greve tem motivos políticos.

O sindicato não é ligado e filiado a partido político nenhum, inclusive os dirigentes sindicais são proibidos de estar filiados a partidos políticos, quem está liberado ou quem faz parte da diretoria.  Nós não temos nenhum parente dentro do sindicato, então o Estatuto é muito claro em quanto a isso. E essa é uma forma de tentar desvirtuar o foco da manifestação, que sempre foi pautada nas reivindicações dos trabalhadores. Então, o sindicato há 37 anos atua dessa forma e vai continuar atuando dessa forma, defendendo os trabalhadores. Não há ato político, não há impedimento de partido político nenhum e nós não estamos defendendo, pelo contrário, não é o sindicato que está fazendo companhia política para governador do Estado, nem deputado federal, nem deputado estadual”.

Entenda toda a negociação 

– Servidores protocolaram pedido de 15% de reajuste salarial e vale- alimentação de R$ 900 (26 de fevereiro).

– 36 dias depois, sem resposta da prefeitura, servidores decidem por paralisação.

–   Trabalhadores fizeram paralisação em frente da Prefeitura (08 de abril).

–  Anteriormente, os servidores decidiram que a greve iniciaria no dia 27 de abril e se mantiveram em estado de greve.

– No entanto, com a inciativa da prefeitura em receber a comissão dos servidores, no último dia 20, a greve foi suspensa, apenas o estado de greve foi mantido.

– Após a reunião, a Prefeitura encaminhou a proposta de 5% de reajuste e aumento de R$ 50 no vale- alimentação.

– Os servidores não aceitaram esse reajuste e o SindServPG encaminhou o pedido de 8% de aumento salarial e vale- alimentação de R$ 800 (atualmente é R$ 600).

– A prefeitura não aceitou e disse que manteria a última proposta de 5% no salário e R$ 50 no vale- alimentação.

– Os servidores rejeitaram e decidiram entrar em greve a partir de 4 de maio.

– Greve inicia (04/05)

 

Veja a entrevista com o presidente do SindServPG

 

 

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