Sergio Moro e políticos bolsonaristas do Paraná ficam calados após áudio de Flávio Bolsonaro pedindo R$ 134 milhões para Vorcaro

Depois da repercussão dos áudios vazados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pedindo dinheiro (R$ 134 milhões) ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar filme de Jair Bolsonaro, a maioria dos políticos que apoiam a pré-candidatura de Flávio para Presidência da República estão em silêncio nas redes sociais. Muitos desapareceram.
O pré-candidato ao Governo do Paraná, Sergio Moro, que está no PL em aliança com Flávio Bolsonaro, segue mudo sobre o caso.
Em seu último post, Sérgio Moro (PL) chama o presidente Lula (PT) de hipócrita por revogar o imposto da “taxa das blusinhas”, contudo nos comentários ele é quem é chamado de hipócrita por estar em silêncio em relação ao ocorrido.
O Portal Mareli Martins pediu uma posição do senador Moro, visto que ele apoia novamente a família Bolsonaro, depois de ter deixado o governo bolsonaro alegando que Flávio cometeu “rachadinha” e que Jair Bolsonaro queria interferir na Polícia Federal para proteger os filhos.
Moro ainda não nos respondeu!
O mesmo ocorre com Deltan Dallagnol (Novo) que é criticado nas redes sociais por ainda não ter se manifestado sobre o caso. O pai de Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, doou R$ 1 milhão para o Novo nas eleições de 2022. Dallagnol pretende concorrer ao Senado se conseguir provar sua elegibilidade, pois foi cassado em 20203 por tentar burlar a Lei do Ficha Limpa.
Em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, todos os políticos que sempre defenderam o ex-presidente condenado, Bolsonaro (PL) e o bolsonarismo, seguem mudos também. Os irmãos Oliveira, Marcelo Rangel e Sandro Alex (PSD), que sempre tentam surfar na onda de votos dos bolsonaristas, estão mudos sobre os áudios de Flávio.
O governador Ratinho Jr (PSD), aliado do bolsonarismo, é outro que ainda não abriu a boca sobre o escândalo.
A prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt (União), aliada de Moro, também não se manifestou.
O vereador Ricardo Zampieri (PL) não disse uma palavra sobre os áudios de Flávio, assim como seu ídolo, deputado Nikolas Ferreira, que está bem enrolado com os Vorcaro!
A política Cristina Graeml (PSD) fez um pronunciamento em suas redes sociais na qual afirma que antes de defender ou condenar o Flávio Bolsonaro é importante entender o jogo político.
“Muita gente confunde pedir patrocínio privado para um filme privado com crime, e juridicamente não é a mesma coisa, porque para existir corrupção é preciso demonstrar contrapartida ligada ao mandato, um favor público, uma interferência institucional para benefício pessoal em troca do apoio financeiro. Até aqui não existe essa acusação”.
Graeml também declara que o maior adversário de Lula nas eleições hoje não é o Flávio Bolsonaro, mas a própria rejeição do presidente acumulada depois de tantos anos arruinando a economia e destruindo as relações internacionais do Brasil.
“Contra Flávio por enquanto não existe denúncia formal, nenhum apontamento de crime, não existe condenação”, ressalta.
A política compartilhou no Instagram alguns posts que questionavam porque o dinheiro investido pelo Banco Master no filme de Jair Bolsonaro estava sendo investigado, sendo que o mesmo banco investiu também nos filmes do ex-presidente Temer e do presidente Lula.
Políticos de Ponta Grossa defensores do bolsonarismo perderam a língua!
Em Ponta Grossa, os vereadores Ricardo Zampieri (PL), Julio Kuller(PL), Marcelo Rangel (PSD) e Sandro Alex (PSD) apoiam abertamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, contudo nenhum deles se pronunciou nas redes sociais.
DELTAN E




Prefeita de Ponta Grossa, aliada de Moro, segue calada

Relembre o caso
O portal Intercept Brasil teve acesso a mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro e a um áudio enviado por Flávio ao banqueiro em setembro do ano passado. Na última quarta-feira (13) o áudio foi vazado e causou diversas repercussões.
Segundo o Intercept Brasil, Vorcaro chegou a pagar R$61 milhões para a produção do filme “Dark Horse” entre fevereiro e maio de 2025. O dinheiro, de acordo com o site, foi transferido para um fundo nos Estados Unidos de um aliado de outro filho do ex-presidente, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Desde então, Flávio Bolsonaro vem afirmando que o dinheiro envolvido nessas negociações é de iniciativa privada, e mesmo tendo aceitado o dinheiro, a ação consta como dentro da justiça, não apresentando irregularidades.
Com a colaboração de Ester Roloff, estagiária de Jornalismo, conforme convênio de estágio firmado entre o Portal Mareli Martins e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
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