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Evento de Moro em Ponta Grossa teve área vip com coffe break somente para os “selecionados”

Evento de Moro em Ponta Grossa teve área vip com coffe break somente para os “selecionados”
  • Publishedjunho 26, 2026
Evento de Moro em Ponta Grossa contou com espaço vip destinado para “time selecionado”. Foto: Mareli Martins

O evento do PL e do Novo em Ponta Grossa chamou atenção para alguns detalhes que não passaram despercebidos. O encontro ocorreu em um espaço de luxo, no Mirantes dos Campos Gerais. O povo não estava presente e nem mesmo os empresários que foram às ruas chamar Moro de “heroi”. Pelo jeito isso ficou num passado já bem distante.

Havia um espaço separado para convidados selecionados e isso chamou muito a atenção dos coitados dos apoiadores ou comissionados da Prefeitura de Ponta Grossa e da Câmara de Vereadores que estavam ali “por livre e espontânea pressão”.

O problema é que o local vip foi separado por cortinas transparentes, o que permitia que o restante do público pudesse ver o que ocorria lá dentro.

Na tal “área vip” os convidados eram servidos com um coffee break (lanches, salgadinhos, café, suco, água, entre outras coisas). Já na entrada os seguranças diziam “aqui é só para alguns, não pode entrar”.

Ah, eu estava me esquecendo já, ninguém contou quem pagou a conta do coffee break.

Muitos que estavam no evento reclamaram para o Portal Mareli Martins dizendo. “Que tipo de coisa é essa? Uns podem comer, outros não? Nem um café nos deram”, disseram.

A tal área vip chamou atenção e de forma negativa!

 

Desorganização da imprensa de Moro

Não houve nenhuma orientação da assessoria de Moro sobre a coletiva do senador, se seria antes ou depois do evento: zero organização.

De repente, o estrela, digo Moro, chegou e simplesmente foi uma correria. Nós, da imprensa, tivemos que entrar na tal área vip pelas beiradas das cortinas e correndo, antes que um segurança de Moro nós tirasse de lá.

E na hora da coletiva, mais um show de horror, a assessoria de Moro interferia no meio das perguntas, cortava jornalistas, tentava impedir que Moro respondesse perguntas polêmicas. E isso que o homem falou muito pouco e o pouco que falou foi mais do mesmo: “isso foi o Lula”, “isso foi o PT”, mas nunca ele e seus aliados.

 

Moro não tem eleitorado definido em Ponta Grossa

Talvez por ter rejeição da esquerda e da direita, Moro não tem um eleitorado definido na cidade. Muitos da extrema direita ou bolsonaristas radicais não apoiam Moro. E não era pra menos, pois ele saiu do governo Bolsonaro atirando no ex-presidente e nos filhos.

No evento não estiveram presentes lideranças conhecidas do bolsonarismo e da extrema direita, ou seja, a maioria dos que foram às ruas chamar Moro de “heroi”, não estavam lá.

 

Quem estava no evento então?

Comissionados da Prefeitura, alguns porque são puxa saco de políticos, principalmente da prefeita Elizabeth Schmidt. Outros comissionados da prefeitura estavam lá para manter os cargos “obrigados”. Além de comissionados da Câmara dos Vereadores e dos que são aliados de Moro e do PL, como Ricardo Zampieri (esse, por sinal, não gostou no passado, quando Moro saiu falando mal de Bolsonaro), além dos comissionados do vereador Pastor Ezequiel e outros aliados da prefeita e de Moro.

O evento também contou com a presença de inúmeros pré-candidatos que ninguém nunca ouviu falar. E claro, os filiados do Novo e do PL.

 

Músicas com referência à ditadura militar

Durante o encontro, os participantes ouviram músicas que, segundo eles, demonstram patriotismo. No entanto, algumas músicas exaltavam a ditadura militar, período em que pessoas que eram contra o governo eram torturadas, mortas ou exiladas.

 

E o Deltan que não apareceu mesmo!

Deltan Dallagnoll realmente não deu as caras, algo que sua assessoria havia nos confirmado. Só que quando divulgamos que ele não viria, alguns disseram que isso era “uma fake news”. Aliás, essa gente adora tratar notícia verdadeira como “fake news”.

Deltan mandou um vídeo que foi exibido para o público. Ele, por sinal, já disse que “se não for candidato ao senado, vai lançar sua esposa ou Paulo Martins”. Será que isso é uma confissão de inelegibilidade?

Deltan teve mandato de deputado cassado, em 2023, porque burlou a Lei do Ficha Limpa. E saiu processando quem o chamou de inelegível, mas perdeu todos os processos. No fim, a Justiça liberou a discussão sobre a elegibilidade dele.

 

Filipe Barros “estressadinho”

O deputado Filipe Barros (PL) é outro pré-candidato ao Senado, escolhido por Moro, depois que o senador traiu a jornalista Cristina Graeml, que era cotada por Moro como candidata a Senado. No fim Moro traiu Cristina, como ela mesma já falou. A jornalista se filiou ao PSD de Ratinho.

Filipe Barros ficou “estressado” quando perguntamos sobre os recursos que seu amado Flávio Bolsonaro recebeu do Banco Master. Ele também não gostou da pergunta sobre a “Emenda Master” que ele criou para beneficiar o Banco Master.

 

Elizabeth diz que “só não foi antes para o PL porque puxaram o tapete”

A prefeita disse que já estaria filiado ao PL “se não tivessem puxado o tapete”,  se referindo aos ex-parceiros Sandro Alex e Marcelo Rangel)

Então o União Brasil foi só uma opção já que não conseguiu ir para o PL?

Na época, na pré-campanha de 2024, a prefeita disse que “Rangel, Sandro e Ratinho a derrubaram do PL”. Antes teve que sair vazada do PSD, depois que Rangel decidiu sair candidato ao cargo de prefeito e teve o apoio de Ratinho Jr.

 

Saímos vivos de lá?

Apesar da truculência que recebemos de Moro, de sua assessoria, de assessores de Kuller (além de outros contratados por Kuller, sim, saímos vivos e sem ferimentos. Estamos contando aqui o que ninguém vai contar!

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