Obra do Ambulatório do Câncer de Ponta Grossa aguarda liberação de aditivos do Governo do Paraná

As obras de construção do Ambulatório do Câncer de Ponta Grossa aguardam a liberação de dois aditivos que ainda não foram liberados pelo Governo do Paraná. O local será utilizado para a realização de quimioterapias dos pacientes de câncer.
O ambulatório está sendo construído onde antes estava localizado o Hospital Evangélico. Na obra inicial, os investimentos previstos foram de R$ 12 milhões, oriundos de emenda parlamentar do ex-deputado Plauto Miró Guimarães Filho.
No entanto, em 2025, o secretário-chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega, assinou o convênio de repasse de R$ 8,3 milhões para a primeira fase da obra. O restante será depositado a partir da execução do cronograma pré-estabelecido.
Os aditivos estão parados na Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) nos valores de R$ 1.043.000,00 ( um milhão e quarenta e três mil reais) e R$ 3.832.000,00 (três milhões oitocentos e trinta e dois mil reais).
“Um dos valores será destinado para a compra de equipamentos do Ambulatório de Quimioterapia e outro recurso é referente às obras”, explicou o provedor da Santa Casa, Juarez Carvalho.
O que diz Sesa
O Portal Mareli Martins questionou Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) sobre os aditivos, mas o órgão não respondeu até o fechamento da reportagem.
E os deputados?

Vale lembrar que Ponta Grossa possui um deputado e uma deputada na base de Ratinho Jr (PSD), Marcelo Rangel (PSD) e Mabel Canto (PP), ambos se uniram.
Vamos torcer para que eles consigam cobrar o governo sobre os recursos para o Ambulatório do Câncer.
O Ambulatório do Câncer de Ponta Grossa
A expansão da área de oncologia é um sonho antigo, já que o espaço atual, que fica dentro do prédio da Santa Casa, não comporta receber mais pacientes. Dados da própria Santa Casa mostram um aumento considerável nos atendimentos oncológicos nos últimos cinco anos.
Em 2016 eram em média 919 consultas ao mês. Em 2021, esse número passou para 1.261 consultas ao mês.
As sessões de quimioterapia também estão mais numerosas: saltaram de 489 em 2016 para 661 ao mês em 2021, um aumento de 35%. Já as cirurgias oncológicas que, na média, eram de 78 ao mês, passaram para 109.
O Hospital do Câncer contará com 18 consultórios médicos, 23 leitos e oito poltronas para quimioterapia e ainda seis leitos de observação em duas salas destinadas às emergências. Haverá também nove salas chamadas de assistência, que serão usadas para orientações, triagem, coleta de exames, curativos e procedimentos simples.
Outra especialidade a ser atendida é a de nefrologia. Está prevista uma área de hemodiálise com capacidade para 43 pessoas, com sala de emergência, dois consultórios e dois leitos de observação. Até um restaurante e um espaço ecumênico serão construídos, além de rouparia, vestiários e ambiente administrativo.
Uma vez liberado o dinheiro, começa o processo de licitação da empresa que ficará responsável pela construção. A expectativa é de que em até três meses sejam iniciadas as obras.




