“Saber tomar decisões é determinante para manter e expandir empresas”, diz CEO do Grupo MM, Marcio Pauliki

Em entrevista ao Portal Mareli Martins, o CEO do Grupo MM, Marcio Pauliki, destacou que a falta de agilidade na tomada de decisões pode causar problemas nos negócios. Recente a rede Casas Bahia fechou 350 lojas no país, incluindo a filial em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. (Entrevista completa no final do texto)
“Em grandes redes, a informação demora muito tempo para chegar na ponta e a outra questão é realmente a alavancagem, onde você compra do seu fornecedor, com pagamento de sessenta dias e vende para o cliente com um pagamento de até trezentos dias ou mais, então essa diferença de dinheiro se a empresa não tiver no caixa, tem que pegar do banco”, explicou.
Outro fator apontado por Pauliki foi o aumento dos juros no período da pós-pandemia, onde empresas pegaram empréstimos com juros reduzidos e logo após ocorreu um aumento nas taxas.
“Essas empresas pegaram crédito quando na pós-pandemia quando os juros estavam em 3%, aí esse valor subiu para 14%, o Brasil é o segundo maior em juros do mundo, perdendo apenas para a Rússia. Isso só poderia se resolver se o governo interviesse no Banco Central, que é algo que não pode. E é ruim baixar os juros na marreta porque depois vem uma hiperinflação. Em outro caso, no próximo ano, o governo tem que reajustar, diminuir as despesas, só que para essa redução ocorrer tem que retirar investimentos e vai tirar da onde? Da saúde? Não é fácil não”, destacou Pauliki.
Grupo MM realiza processo de contratação de funcionários

Em agosto deste ano, o Grupo Casas Bahia fechou 350 lojas e demitiu cerca de 3 mil funcionários. A ação é resultado da busca do Grupo em se reestruturar financeiramente. Esse movimento não é algo recente, desde 2023 o Grupo vem tentando reduzir despesas, fechou 55 lojas, diminuiu investimentos, reduziu estoques e postos de trabalho.
Com as duas etapas da reestruturação, o Grupo Casas Bahia reduziu aproximadamente 11,6 mil postos de trabalho e fechou cerca de 355 lojas. O grupo destacou ainda que manterá mais de 20 mil funcionários e uma rede com mais de 700 lojas físicas em funcionamento.
Marcio Pauliki, CEO do Grupo MM, disse que todos os vendedores e funcionários de cargos administrativos demitidos pelas Casas Bahia estão convidados à trabalhar no Grupo MM.
“Todos os vendedores e administrativos que estão na Casa Bahia são bem-vindos a trabalhar conosco. Eu tenho um quadro lá de falta de pessoas. Inclusive a gente tem um negócio que não é só para eles, mas para todos os colaboradores que entram na empresa, como vendedores um bônus de retenção. O que que acontece? O pessoal de primeiro emprego, já quer no segundo mês tá estourando de venda e ganhando bastante, só que ele tem que treinar. Então tem que ter um tempinho, ele vai acabar tirando um bom salário num quarto mês, porque ele vai fazer clientela. Nós somos a única empresa do Brasil hoje que tem o bônus de retenção. Se o funcionário ficar seis meses, eu pago mais um salário para ele. Pago um 14º já no sexto mês para ele ficar, porque se ele segurar até o sexto já vai estar ganhando”, explicou o CEO da MM.
Pauliki declarou que o Grupo tem procurado colaboradores na faixa etária acima dos 30 anos, o motivo é que a característica principal dessas pessoas é a busca por estabilidade.
“Hoje a faixa etária maior é 32 anos, mas estamos dando preferência para as mulheres acima de 40, olha que incrível, mulher tem tripla jornada, ela tá lá cuida de esposo, da casa, dos filhos. Elas são mais cuidadosas, não tem essa história de não quero trabalhar no sábado. No quesito de ser mais madura eu até diria homens também, porque a piazada muitas vezes saem porque já tem outro emprego. O pessoal que tem já 40 anos já quer se segurar um pouquinho, quer ter estabilidade”, relatou.
MM pode abrir novas lojas em Ponta Grossa

Marcio Pauliki disse que está observando o local em que a Casas Bahia funcionava na Avenida Vicente Machado.
“Tem possibilidade ali é bem grande, são três andares, pega o calçadão, o meio onde tem uma galeria e ali acho que eles podem alugar para as lojas mesmo, e a parte de cima que fica na Vicente Machado eu estou de olho”, declarou.
O CEO da MM afirmou ainda que o perfil de clientes de cada loja MM é diferente, são clientes que compram sempre nas mesmas lojas.
“Nós temos 10 lojas na cidade e são clientes totalmente diferentes, os clientes da avenida Vicente Machado que anda do lado esquerdo não anda no lado direito, tem a MM Design na Vicente Machado, tem a MM do calçadão, são clientes que compram nas mesmas lojas sempre e eles não vão na outra. Se eu abrir ali, eu vou pegar o cliente que eram das Casas Bahia, não vou pegar o meus”, explicou.
MM estuda parceria com Havan

Lojas MM e Havan podem firmar parceria. Em março de 2026, o empresário e proprietário da Havan, Luciano Hang, esteve em Ponta Grossa e conversou com o CEO do Grupo MM, Marcio Pauliki,
“Vamos começar possivelmente em novembro, a gente queria construir ali no Contorno na Presidente Kennedy, entre o Santa Teresinha e o Santa Paula, mas o Luciano me falou, que a maioria das compradoras são donas de casa que não vão pegar a rodovia, então tem que acertar essa questão, com a concessionária e com a prefeitura, para fazer uma alça. Nesse meio tempo estamos olhando a Visconde de Mauá e também na Visconde de Taunay”, comenta Pauliki.
Registro de Marcio Pauliki no Portal Mareli Martins



Fotos: Maurício Peracet/Portal Mareli Martins
Com a colaboração de Juliane Goltz, estagiária de Jornalismo, conforme convênio de estágio firmado entre o Portal Mareli Martins e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
Veja a entrevista completa com Marcio Pauliki




