Close
Destaque Eleiçoes 2026 marcio pauliki POLÍTICA Ponta Grossa

Pauliki critica boicote político a empresas em Ponta Grossa “Divergências políticas não podem destruir aquilo que nos une”

Pauliki critica boicote político a empresas em Ponta Grossa “Divergências políticas não podem destruir aquilo que nos une”
  • Publishedoutubro 28, 2026
Empresário se posicionou contrário aos boicotes e demissões por conta de política. Foto: Reprodução.

O CEO do Grupo MM, Marcio Pauliki, se posicionou contra a demissão de funcionários por questões políticas e o boicote a empresas supostamente ligadas à esquerda em Ponta Grossa. Em vídeo divulgado nas redes sociais, nesta quarta-feira (28), o empresário criticou a divisão provocada pelo resultado do segundo turno das Eleições 2026 e defendeu a união entre trabalhadores, empresários e consumidores.

A manifestação ocorreu após a circulação de uma lista com cerca de 60 empresas, estabelecimentos comerciais e profissionais da cidade. O material, compartilhado em grupos de WhatsApp, associa os nomes a posicionamentos políticos ou a supostos apoios ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e incentiva a população a deixar de consumir desses negócios.

“Divergências políticas não podem destruir aquilo que nos une”, é a mensagem defendida por Pauliki ao criticar iniciativas que, segundo ele, prejudicam as relações comerciais e sociais.

No vídeo, o empresário afirma que o cenário político após a eleição tem provocado insegurança para empreendedores e consumidores. Para ele, o momento exige atenção às consequências econômicas da polarização, especialmente com a aproximação do fim do ano.

“Temos que fazer o nosso trabalho”, afirma Pauliki, ao comentar o que classificou como uma espécie de terceiro turno político no país.

Pauliki critica demissões por posicionamento político

Um dos pontos destacados pelo CEO é a possibilidade de funcionários serem demitidos por terem votado em candidatos diferentes dos seus empregadores. Para Pauliki, decisões profissionais devem considerar o desempenho dos trabalhadores, e não suas preferências políticas.

“Um colaborador tem que ser visto pela sua competência, pelo seu resultado, pelo carinho que ele atende os seus clientes e não pela sua cor partidária”, declarou.

O empresário também criticou a possibilidade de pessoas interromperem ações de solidariedade por discordarem politicamente de quem recebe a ajuda. Ele citou a distribuição de cestas básicas, o apoio às comunidades e as iniciativas realizadas tradicionalmente no fim do ano.

“As pessoas que mais precisam, elas continuam precisando”, afirmou.

Na avaliação de Pauliki, a população em situação de vulnerabilidade não deve ser penalizada pelas divergências políticas de outras pessoas. Ele defendeu a continuidade das ações sociais, independentemente do resultado das eleições.

Empresário compara boicote a práticas de perseguição

Ao comentar a lista que circula em Ponta Grossa, Pauliki fez uma comparação histórica com a perseguição econômica aos judeus durante o nazismo na Alemanha.

“Sabe a última vez que aconteceu isso, gente? Foi lá no nazismo, quando os alemães colocaram marcas nas lojas de judeus dizendo não compre aqui, boicote isso aqui”, declarou.

A comparação foi utilizada pelo empresário para reforçar sua crítica à divulgação de nomes de comerciantes com o objetivo de afastar clientes por razões políticas.

A lista que circula nos grupos de WhatsApp reúne cerca de 60 nomes, mas a associação dos estabelecimentos a partidos ou posicionamentos políticos não deve ser tratada como comprovada apenas pela inclusão no material. O compartilhamento também pode ampliar a exposição de comerciantes e profissionais em meio à disputa política.

Grupo MM oferece divulgação a empresas

Ao final do vídeo, Pauliki anunciou que disponibilizaria suas redes sociais e as do Grupo MM para divulgar empresas, ofertas e promoções. Segundo ele, os canais somam mais de um milhão de pessoas de alcance, conforme informado pelo próprio empresário.

“Esse é o momento de união, e se houver divisão, que seja de forças”, afirmou.

A iniciativa foi apresentada como uma forma de apoiar os negócios em um período considerado importante para o comércio, com a aproximação das vendas de fim de ano e das campanhas promocionais.

A manifestação do CEO ocorre em meio à repercussão da disputa política após o segundo turno das eleições e ao debate sobre os limites entre posicionamento ideológico, liberdade de escolha do consumidor e discriminação no ambiente de trabalho e nas relações comerciais.

Confira o posicionamento: 

 

 

Deixe uma resposta