Pauliki critica boicote político a empresas em Ponta Grossa “Divergências políticas não podem destruir aquilo que nos une”

O CEO do Grupo MM, Marcio Pauliki, se posicionou contra a demissão de funcionários por questões políticas e o boicote a empresas supostamente ligadas à esquerda em Ponta Grossa. Em vídeo divulgado nas redes sociais, nesta quarta-feira (28), o empresário criticou a divisão provocada pelo resultado do segundo turno das Eleições 2026 e defendeu a união entre trabalhadores, empresários e consumidores.
A manifestação ocorreu após a circulação de uma lista com cerca de 60 empresas, estabelecimentos comerciais e profissionais da cidade. O material, compartilhado em grupos de WhatsApp, associa os nomes a posicionamentos políticos ou a supostos apoios ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e incentiva a população a deixar de consumir desses negócios.
“Divergências políticas não podem destruir aquilo que nos une”, é a mensagem defendida por Pauliki ao criticar iniciativas que, segundo ele, prejudicam as relações comerciais e sociais.
No vídeo, o empresário afirma que o cenário político após a eleição tem provocado insegurança para empreendedores e consumidores. Para ele, o momento exige atenção às consequências econômicas da polarização, especialmente com a aproximação do fim do ano.
“Temos que fazer o nosso trabalho”, afirma Pauliki, ao comentar o que classificou como uma espécie de terceiro turno político no país.
Pauliki critica demissões por posicionamento político
Um dos pontos destacados pelo CEO é a possibilidade de funcionários serem demitidos por terem votado em candidatos diferentes dos seus empregadores. Para Pauliki, decisões profissionais devem considerar o desempenho dos trabalhadores, e não suas preferências políticas.
“Um colaborador tem que ser visto pela sua competência, pelo seu resultado, pelo carinho que ele atende os seus clientes e não pela sua cor partidária”, declarou.
O empresário também criticou a possibilidade de pessoas interromperem ações de solidariedade por discordarem politicamente de quem recebe a ajuda. Ele citou a distribuição de cestas básicas, o apoio às comunidades e as iniciativas realizadas tradicionalmente no fim do ano.
“As pessoas que mais precisam, elas continuam precisando”, afirmou.
Na avaliação de Pauliki, a população em situação de vulnerabilidade não deve ser penalizada pelas divergências políticas de outras pessoas. Ele defendeu a continuidade das ações sociais, independentemente do resultado das eleições.
Empresário compara boicote a práticas de perseguição
Ao comentar a lista que circula em Ponta Grossa, Pauliki fez uma comparação histórica com a perseguição econômica aos judeus durante o nazismo na Alemanha.
“Sabe a última vez que aconteceu isso, gente? Foi lá no nazismo, quando os alemães colocaram marcas nas lojas de judeus dizendo não compre aqui, boicote isso aqui”, declarou.
A comparação foi utilizada pelo empresário para reforçar sua crítica à divulgação de nomes de comerciantes com o objetivo de afastar clientes por razões políticas.
A lista que circula nos grupos de WhatsApp reúne cerca de 60 nomes, mas a associação dos estabelecimentos a partidos ou posicionamentos políticos não deve ser tratada como comprovada apenas pela inclusão no material. O compartilhamento também pode ampliar a exposição de comerciantes e profissionais em meio à disputa política.
Grupo MM oferece divulgação a empresas
Ao final do vídeo, Pauliki anunciou que disponibilizaria suas redes sociais e as do Grupo MM para divulgar empresas, ofertas e promoções. Segundo ele, os canais somam mais de um milhão de pessoas de alcance, conforme informado pelo próprio empresário.
“Esse é o momento de união, e se houver divisão, que seja de forças”, afirmou.
A iniciativa foi apresentada como uma forma de apoiar os negócios em um período considerado importante para o comércio, com a aproximação das vendas de fim de ano e das campanhas promocionais.
A manifestação do CEO ocorre em meio à repercussão da disputa política após o segundo turno das eleições e ao debate sobre os limites entre posicionamento ideológico, liberdade de escolha do consumidor e discriminação no ambiente de trabalho e nas relações comerciais.
Confira o posicionamento:




