Traiano afirma que Alep não vai apurar suposta corrupção do deputado Gilberto Ribeiro

traiano e gilberto ribeiro
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) esteve no gabinete do deputado estadual Gilberto Ribeiro (PRB), nesta terça (29), na Alep. Mas o assunto não foi abordado pelos deputados. Logo os deputados estaduais que tanto criticam a corrupção do Governo Federal. (Imagens: Pedro de Oliveira-Alep)

A “visita de cortesia” do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no gabinete do deputado estadual Gilberto Ribeiro (PRB), assustou certos deputados nesta terça-feira (29), na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Alguns deputados quando perceberam a presença do Gaeco, chegaram a dar meia-volta. Segundo o coordenador estadual do Gaeco, Leonir Batisti, os mandados de busca e apreensão foram cumpridos a pedido da procuradoria de Justiça. “A suspeita é de que haja um desvio do dinheiro de salário dos funcionários do gabinete de Gilberto Ribeiro”.

Em todas as sessões ordinárias da Assembleia Legislativa do Paraná não faltam discursos dos deputados sobre a corrupção do Governo Federal. Muitos pedem o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), mas fogem quando o assunto é corrupção na Alep ou no Governo do Paraná. A suspeita em relação ao deputado Gilberto Ribeiro não ganhou discursos dos deputados pedindo investigações mais apuradas, principalmente do Conselho de Ética da casa. O presidente da Alep, Ademar Traiano (PSDB), disse que “não é função da Alep apurar esse caso e sim do Ministério do Público”. E o deputado Gilberto Ribeiro disse que “a verdade deverá aparecer e que a justiça vai prevalecer”.

Entenda o caso do deputado Gilberto Ribeiro:

No ano passado, uma matéria da Gazeta do Povo denunciava que duas ex-funcionárias do deputado estadual o acusam de reter parte do salário de pessoas que trabalham no gabinete dele na Alep. Em depoimento ao Ministério Público Estadual (MP), uma delas admitiu que devolvia diretamente a Gilberto Ribeiro mais da metade da remuneração mensal.

A funcionária autorizou a quebra do próprio sigilo bancário para comprovar a suposta irregularidade. Do salário líquido de R$ 5,4 mil recebidos por ela, conforme dados do Portal da Transparência, a mulher declarou que ficava com R$ 2,2 mil. O restante era sacado no caixa eletrônico e devolvido ao próprio Gilberto Ribeiro. O parlamentar nega a acusação.

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