
Os pedágios eletrônicos de Tamarana, na PR- 445 e Mauá da Serra, BR-376, começaram as cobranças a partir desta segunda-feira (1º). Apesar de ser chamado de free flow, a cobrança apresenta diferenças em relação ao modelo, como as tarifas cheias, diferente do free flow.
O deputado Luiz Cláudio Romanelli (PSD) disse que neste formato “o pedágio vai virar uma indústria de multa”, visto que aqueles que não tem TAG recebem a cobrança conforme a placa do carro. O deputado destacou que é a favor de novas tecnologias e especialmente de custo mais barato para os usuários, mais manifestou preocupação com a forma como a concessionária pretende fazer a mudança e com a possibilidade de que que ocorra uma verdadeira indústria de multa nas rodovias do Paraná, penalizando os paranaenses.
“Eles estão considerando que a implantação dos pórticos seria a adoção do free flow, o que não é. Eles querem fazer com que todo mundo tenha uma TAG no carro pra entrar o débito automático na conta do usuário que utiliza a rodovia, o que é normal. O que ocorre na prática? A gente sabe que uma grande parcela das pessoas, principalmente quem pega tráfico local, não vai ter TAG. Ele vai utilizar aquela rodovia, e daí a leitura não vai ser por TAG, vai ser por um sistema da placa, por CR, e aí gera um boleto pra ele pagar, que vai pra um site, que ele exatamente não vai saber onde é, porque não tem essa informação. Resultado, ele vai ter um prazo pra pagar, sei lá, de quinze, trinta dias. Não pagou, o que acontece? Vira uma multa. Uma multa como se fosse a evasão sem o pagamento do pedágio. Inclusive, esse dinheiro da multa tá previsto pra compensar justamente a queda da receita da concessionária”, explicou o deputado Romanelli.




