Jocelito afirma que não estará no mesmo palanque que Sandro Alex: “se eu fizer isso, eu me desmoralizo”

O Portal Mareli Martins entrevistou, na última semana, o apresentador de televisão e político brasileiro, Jocelito Canto (PP). Entre todos os temas discutidos, o destaque da noite foi sobre a certidão de elegibilidade de Jocelito e sua pré-candidatura a deputado federal.
Em 2009, Jocelito Canto foi cassado pela Lei da Ficha Limpa e foi alvo de condenações que o enquadram nas condições de inelegibilidade. O deputado, na época, declarou que deixaria a vida pública após terminar de cumprir seu mandato.
Em 2022, voltou a concorrer nas eleições para deputado federal e foi eleito por votação, com 74.348 votos. Contudo, Sandro Alex utilizou um processo antigo em que Jocelito foi condenado quando era prefeito de Ponta Grossa. A ação trata da utilização de policiais militares como segurança particular.
Jocelito pagou uma multa, em 2022, referente ao processo e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, condenar o político a ficar oito anos inelegível a partir do pagamento da multa.
Desse modo, ele não pode assumir a vaga na Câmara Federal, que foi ocupada por Beto Richa (PSDB).
Na última quarta (27), o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) julgou procedente o Requerimento de Declaração de Elegibilidade (RDE) feito pelo comunicador. A decisão do TRE-PR foi unânime.
Dessa forma, Jocelito está elegível e poderá disputar as eleições de 2026, com o cargo de deputado federal.
Elegibilidade
Jocelito conta que no julgamento não consta nada contra ele, logo a questão está resolvida, sem problemas para o futuro.
“ Eu sou pré-candidato e lá na frente eu vou protocolar a candidatura. Pode ter impugnação, alguém querer contestar de novo, ou dar o tapa do gato, como deram na vez passada, ou alguém assinar e assim vai”.
O Portal questionou que se está tudo resolvido no processo, como pode haver impugnação.
“Qualquer um pode impugnar a qualquer momento. Você pode ser impugnado por qualquer coisa. Eu não tenho nenhum processo que me deixe impedido na Justiça hoje. Eu ainda tenho alguns, acho que um ou dois processos, mas nenhum deles fala em direitos políticos, mas mesmo assim eu não tenho tranquilidade absoluta”.
Caso do caixa dois
Em 2010, Jocelito, então deputado, afirmou em sessão da Assembleia Legislativa do Paraná que todo político tem caixa 2, a prática de receber ou utilizar recursos financeiros em campanhas políticas que não são declarados à Justiça Eleitoral. Logo em seguida, tentou justificar a fala, mas ela ficou marcada até os dias de hoje.
“Isso é uma brincadeira, que todos os dias me cobram, mas é que esse vídeo bombou”, reforça o político.
Jocelito conta que realizou um requerimento ao Ministério Público perguntando sobre isso, pois o próprio Ministério entrou com uma ação contra ele em razão deste assunto, exigindo explicações. A ação foi arquivada.
“Pouca gente sabe disso. Nunca fui condenado e processado por isso. E aí eu perguntei para o Ministério Público se fiz alguma coisa errada como deputado de três mandatos, mas não tem nada contra mim”.
O Portal questionou o político se ele acredita haver ou não caixa dois na política, a qual ele desviou a pergunta afirmando ser difícil de falar sobre.
Relação com Sandro Alex
Em relação a Sandro Alex (PSD), Jocelito declara que jamais irá subir no mesmo palanque que ele. “Eu estive com o governador, e um dos motivos da conversa do governador era essa”.
O político ressalta que se Sandro se tornar governador ele deseja o melhor para ele. “Não vou fazer o mesmo que ele fez comigo, não vou atrapalhar a candidatura dele, só não posso apoiar ele, senão me desmoralizo. Eu não quero fazer o mal do que fizeram comigo”.
O Portal relembra que a filha de Jocelito, a deputada Mabel Canto (PP), que está no grupo de apoio ao governador Ratinho Júnior (PSD), esteve nos bairros e fez várias fotos com o Marcelo Rangel (PSD), irmão do Sandro Alex.
“Não tem problema de nenhuma maneira. Nós nunca estivemos com eles, jamais, nunca teve encontro nenhum nosso com eles. O que existe é que a Mabel voltou à base, e voltando à base é vice-líder, assim como Marcelo. Há uma convivência em momentos, uma bacana convivência, que renda lucro para a cidade. Isso sempre tem que existir”.
Jocelito dá um exemplo de outra relação similar na política pontagrossense em que isso ocorre, como o caso do Aliel Machado (PV), de esquerda, e da prefeita Elizabeth Schmidt (União), de direita, mas que precisam se unir pela cidade.
“Nós, quando precisamos nos unir para trazer recursos para Ponta Grossa, a gente está junto, porque é preciso estar para o bem da cidade”.
Com a colaboração de Ester Roloff, estagiária de Jornalismo, conforme convênio de estágio firmado entre o Portal Mareli Martins e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
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