Luiz França (Missão) é confirmado pré-candidato ao Governo do Paraná: partido foi criado pelo MBL

O partido recém-criado Missão, sob a liderança do Movimento Brasil Livre (MBL), anunciou Luiz França como seu pré-candidato para a disputa ao Governo do Paraná. A aprovação oficial da criação do partido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ocorreu em 2025, permitindo sua estreia nas eleições deste ano. França, com 31 anos, se lança pela primeira vez na arena eleitoral, trazendo uma proposta inovadora e desafiadora para a política paranaense.
Segundo o pré-candidato, o movimento manteve, nos 12 anos de existência, coerência com as ideias que sempre defendeu e se fortaleceu ao ponto de poder construir o próprio partido. Ele formado em Direito e Economia e atua como advogado e ativista.
“Nosso plano para o Paraná é discutir o que realmente importa. Não há necessidade de 399 municípios, sendo que mais de 70% deles vivem com o pires na mão. Nós podemos unir municípios. As estradas também. Vamos parar de ficar discutindo miudezas. Temos que tratar, principalmente, da nossa infraestrutura, que é muito precária”, defendeu França ao falar sobre a pré-candidatura.
Origem e propósitos do Partido Missão
Estabelecido como uma extensão das ideias promovidas pelo MBL, o partido Missão surge após 12 anos de atuação do movimento no cenário político nacional. Desde sua fundação, o MBL manteve uma postura firme em defesa de suas convicções, o que, segundo França, permitiu solidificar uma base suficientemente forte para a criação de um partido próprio. Essa nova legenda busca agora se firmar no cenário político, trazendo uma renovação de perspectivas para o eleitorado.
Desafios e Propostas de Luiz França
Luiz França deixou claro que sua agenda política prioriza questões fundamentais para o desenvolvimento do estado. “Precisamos discutir o que realmente importa para o Paraná”, afirmou França, destacando a condição precária da infraestrutura local. Em sua visão, a existência de 399 municípios com mais de 70% deles enfrentando dificuldades financeiras é algo que precisa ser reconsiderado. França sugere a fusão de municípios como uma solução viável para esse problema, além de salientar a necessidade de uma melhoria significativa nas condições das estradas estaduais.
Perfil do Pré-candidato
Com formação acadêmica em Direito e Economia, Luiz Felipe França construiu uma carreira como advogado e ativista. Sua atuação até o momento foi marcada pela defesa de princípios e pela busca por soluções inovadoras para problemas tradicionais. Essa experiência é a base para a proposta que ele agora apresenta como pré-candidato ao governo, um posto que desafia pela primeira vez em sua carreira política.
O cenário político do Paraná, com essa movimentação, ganha uma nova dimensão com a entrada do partido Missão, prometendo aumentar o debate público das próximas eleições. As propostas de França são aguardadas com interesse por eleitores que buscam uma mudança estrutural e significativa na política local.
O MBL
As acusações incluem fechamento fraudulento de empresas, dívidas fiscais, fraude contra credores, calote em pagamento de dívidas trabalhistas e ações de danos morais, num total de R$ 4,9 milhões. Além disso, o movimento está sofrendo uma ação de despejo de sua sede nacional, localizada em um prédio na região central de São Paulo, por se recusar a deixar o imóvel mais de um ano após o pedido de devolução por parte de seu proprietário.
O imóvel e o aluguel estão em nome de Stephanie Santos, irmã de Renan Santos. No mesmo local, funciona a produtora de vídeos NCE Filmes, comandada por Stephanie e seu outro irmão, Alexandre Santos, que é responsável pela produção de todo material gráfico e de vídeo do MBL. Também está no nome da irmã a conta bancária em que o movimento recebe dinheiro de doadores interessados em auxiliar a entidade.
Fornecedores e bancos processam
Composto em sua maioria por jovens de formação liberal, o Movimento Brasil Livre tem em Renan seu coordenador mais velho: 32 anos. Há processos movidos contra ele e empresas das quais participa desde 1998.
Renan e seus irmãos são réus em, pelo menos, 16 processos na área cível. São processos de cobrança de dívidas já consideradas líquidas e certas pelo Poder Judiciário. Juntas, somam mais de R$ 3,4 milhões. São fornecedores que deixaram de ser pagos, banco.
Na maioria dos processos, o tempo para a empresa se defender já passou, e a cobrança que está sendo realizada na Justiça não tem resultado porque os tribunais não encontram valores nem nas contas das empresas, nem nas de seus proprietários.
Os que não receberam de volta empréstimos concedidos, empresas que foram fechadas de forma, segundo a Justiça, fraudulenta, e buscas frustradas de oficiais de Justiça por bens devidos.
Empresários ligados ao MBL são presos em investigação de lavagem de dinheiro em SP, diz MP; movimento nega relação com detidos
Dois empresários ligados ao Movimento Brasil Livre (MBL) foram presos na manhã desta sexta-feira (10) em São Paulo em uma investigação de um esquema milionário de lavagem de dinheiro, segundo o Ministério Público. O grupo nega relação com eles. A operação é realizada em parceria com a Polícia Civil e a Receita Federal.
De acordo com o MP, os presos Alessander Mônaco Ferreira e Carlos Augusto de Moraes Afonso (conhecido como Luciano Ayan) são investigados por lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. O órgão afirma que a família Ferreira dos Santos, criadora do MBL, deve cerca de R$ 400 milhões em impostos federais. A sede do movimento, na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo, é alvo de buscas.
No entanto, o Ministério Público não esclarece a relação da suposta lavagem de dinheiro praticada pelos presos com a dívida de R$ 400 milhões do criador do movimento.
“As evidências já obtidas indicam que estes envolvidos, entre outros, construíram efetiva blindagem patrimonial composta por um número significativo de pessoas jurídicas, tornando o fluxo de recursos extremamente difícil de ser rastreado, inclusive utilizando-se de criptoativos [são uma representação digital de valores transacionados, como as criptomoedas], e interpostas pessoas”, diz nota do Ministério Público.
Em nota, o MBL afirma que Alessander e Carlos Augusto nunca foram membros do movimento e diz que as atividades empresarias e familiares dos fundadores do MBL são anteriores ao próprio Movimento e não possuem qualquer vinculação. No entanto, em 2018, o convite de uma aula pública com Luciano Ayan, nome fictício de Carlos, aparece em um folder tem o nome do MBL.




