Após protesto dos servidores, Kuller suspende sessão da Câmara dos Vereadores de Ponta Grossa

O presidente da Câmara Municipal de Ponta Grossa, Julio Kuller (PL), suspendeu a sessão ordinária da Câmara de Ponta Grossa, nesta segunda-feira (4), após protestos dos servidores da Prefeitura. Os servidores reivindicam reajuste salarial de 8% e aumento de R$ 150 no vale- alimentação.
Os servidores queriam espaço na tribuna por meio dos representantes do Sindicato dos Servidores Municipais de Ponta Grossa (SindServPG), mas Kuller negou e disse que “para isso é preciso protocolar o pedido na Câmara”.
A categoria reagiu com protestos e vaias e Kuller encerrou a sessão: “vou suspender a sessão até que tenha ordem”. Mas a sessão não retornou e a Câmara informou que retorna com outra sessão apenas na quarta-feira (6).
Nota oficial da Câmara de PG
O presidente da Câmara Municipal de Ponta Grossa, vereador Júlio Kuller, esclarece que, na tarde de hoje, no início da Sessão Ordinária, representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ponta Grossa- Sindiserv PG, reivindicaram o uso da Tribuna Livre na sessão.
Entretanto, por determinação regimental, a utilização da Tribuna Livre depende de prévia inscrição antecipada. Diante da negativa, em razão da exaltação dos ânimos, por uma questão de ordem e segurança, houve por bem, encerrar a Sessão, convocando a próxima para a quarta-feira, 06 de maio, em horário regimental, ocasião em que, caso o Sindiserv deseje usar a Tribuna Livre, poderá fazê-lo, desde que, inscrito previamente, conforme prevê o regimento interno da CMPG.
Servidores suspendem greve após pressão judicial da Prefeitura de Ponta Grossa

Servidores municipais de Ponta Grossa suspenderam a greve que teve início nesta segunda-feira (4). Após paralisação em frente à Prefeitura durante a manhã, o Sindicato dos Servidores Municipais (SindServPG) tomou a decisão de não dar continuidade ao movimento.
No início do dia, o sindicato foi notificado sobre a decisão judicial do Tribunal de Justiça do Paraná que decreta a ilegalidade da greve, com aplicação de multa de R$20 mil para o SindServPG a cada dia que permanecesse a greve. Mesmo diante dessa medida judicial, a greve teve continuidade.
A prefeitura protocolou, então, um novo pedido de ação judicial para que haja o aumento da multa proposta pela decisão judicial anterior. O valor da multa para o presidente e para o vice-presidente do SindServPG chega a R$100 mil, caso a greve não fosse suspensa.
“Em decorrência disso, nós tivemos como prudência, então, por enquanto, por hora, manter a suspensão da greve até que a nossa assessoria jurídica tente reverter a situação e os trabalhadores possam retornar com seu direito à greve, conforme a legislação nacional”, explica o presidente do SindServPG, Luiz Pleis.
Luiz relata que servidores que acompanham os bastidores do governo municipal relataram a intenção da prefeitura em entrar com outra ação judicial, esta para trazer prejuízo aos trabalhadores pela participação no movimento.
Com a colaboração de Ester Roloff, estagiária de Jornalismo, conforme convênio de estágio firmado entre o Portal Mareli Martins e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
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